Comunidade escolar presente no lançamento da pedra fundamental do novo prédio da então denominada EEPG. Prof. João Domingos Madeira, em junho de 1981.

Uma data que ficou na história! Assim pode ser lembrada a manhã de 14 de dezembro de 1980, quando diante de grande massa popular, autoridades locais e regionais e diretoria da Cohab deu-se a inauguração das 352 casas que formaram um novo bairro: o Jardim Cláudia I, ocasião que foi abrilhantada pela apresentação da Banda Marcial Stélio Machado Loureiro. 

Distante da região central, parecia que surgia uma outra cidade na região norte, separada pelo leito da Rodovia Armando Salles Oliveira. O novo núcleo habitacional foi entregue com toda a infraestrutura básica, incluindo asfalto, guias, sarjetas, água e esgoto, iluminação e arborização. No ato oficial da posse da casa própria pelas famílias contempladas, deu-se também a inauguração das praças Olímpio Alves Kobal e Thomas Talarico. 

Tão logo o bairro recebeu os novos moradores surgiu a necessidade da construção de uma escola que pudesse atender a população em idade escolar, em todas as etapas da educação básica. Havia uma pequena unidade com quatro salas de aula, criada em abril de 1980 sob a denominação de Escola Estadual Agrupada do Jardim Cláudia e que funcionava nas antigas instalações do campo de aviação que fora desativado, atendendo as crianças dos bairros Santa Terezinha e Aeroporto, mas insuficiente para atender a nova demanda. 

Desta forma, o poder público municipal empreendeu esforços junto ao governo do Estado visando a edificação de um novo prédio escolar. Porém, mesmo sendo aprovado em janeiro de 1981, a criação da EEPG do Jardim Cláudia, não havia previsão de que a construção ocorresse em curto prazo. 

Neste contexto, o governo municipal, na primeira gestão do prefeito Hélio de Almeida Bastos, optou pela ampliação imediata das instalações localizadas no antigo campo de pouso, o que possibilitou o funcionamento de 16 salas de aula no diurno e 2 no noturno, atendendo a cerca de 585 estudantes, incluindo pré-escola, 1ª a 7ª série do 1º grau e supletivo. 

No primeiro ano de funcionamento, a EEPG do Jardim Cláudia era dirigida pela profa. Ana Maria Patah Galvão Moura, contando com equipe formada por Therezinha de Jesus Baclini Costa, secretária; Maria Antônia Martins Teixeira, escriturária; prof. João Batista Giglio Vilela, coordenador; e Eurípedes Madalena Duarte, merendeira. 

O primeiro corpo docente da escola era formado pelos seguintes professores: Gicelda Baenninger, Lourdes de Souza Lima da Fonseca, Lúcia do Carmo Ferreira Calif, Marcelina Gomes Areias Veraldi, Maria Aparecida de Mello Bernardo, Maria José Sandoval Janini, Maria Leonilda Zaccarelli Caldeira, Maria Lilia Silva Senna, Mercedes Silvério Gonzales, Therezinha Rotundo da Silveira, Waldemar Antônio de Mello, Antonia Dobri Ramos, Antônio Aparecido Botelho, Aurea Boiago Paro, Cyrma de Nazareno Terra Peres, João Batista Giglio Villela, José Luiz Mira de Assumpção, Marcos Antônio Paganelli, Maria Elídia Pupo Cassano, Neide Aparecida Rosa Cardassi, Nilda Barbosa Pinto, Lucy Elisabete Costa Buono, Maria José Moreira Ferraz, Marlene Aparecida Kobal e Vera Aparecida Mesquita Costa. 

Destaca-se que em junho do mesmo ano ocorreu o lançamento da pedra fundamental da construção do novo prédio, com a presença de autoridades, comunidade escolar e convidados. Em outubro, a escola ganhou um patrono passando a ser denominada EEPG Prof. João Domingos Madeira, bebedourense que por longos anos dedicou-se à educação, atuando em diversos municípios paulistas até ser efetivo como diretor do Grupo Escolar Abílio Manoel em 1957, onde permaneceu por cerca de 12 anos.  

Finalmente, em 28 de fevereiro de 1983, o novo prédio da escola foi inaugurado diante de numeroso público que incluiu diversas autoridades, entre elas o governador em exercício José Maria Marin, sendo a benção realizada pelo Cônego José Figuls. 

Nos anos seguintes, devido ao contínuo crescimento daquela região, a escola passou por expansões e adequações da estrutura. Desde a década de 1990, com a reorganização da rede escolar estadual, oferece escolaridade dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e ensino médio aos moradores dos mais de trinta bairros existentes no extremo norte da cidade. 

(Colaboração de José Pedro Toniosso, professor e historiador bebedourense  

www.bebedourohistoriaememoria.com.br). 

Publicado na edição 10.910, sábado a sexta-feira, 22 a 25 de março de 2025 – Ano 100