Única se diz otimista sobre acordo climático entre Brasil e EUA

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A Única (União da Indústria de Cana-de-açúcar) avalia de forma positiva o acordo fechado entre Brasil e Estados Unidos, a respeito das mudanças do clima. Para a entidade que representa as usinas de açúcar e etanol, as conversas entre os dois governos podem fortalecer o setor de biocombustíveis.
Em nota, a Única lembrou que os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama destacaram a importância de se usar energia limpa e renovável em suas matrizes energéticas. E destacou o compromisso com a redução das emissões de gases até o ano de 2030.
“Estas diretrizes abrem uma nova frente para o setor sucroenergético ao reconhecer o atributo ambiental de seus principais produtos. Estamos prontos para oferecer nossa contribuição e participar das próximas discussões que precederão o diálogo estratégico de energia entre os dois países que foi marcado para o início de outubro”, diz a presidente da Unica, Elisabeth Farina, em nota.

O setor e a uma matriz energética sustentável

A importância do setor sucroenergético na redução de emissão de gases de efeito estufa e outros gases poluentes, e definição de uma matriz energética mais sustentável foram temas de audiência pública realizada na quarta-feira (1°), no Senado, pela Comissão Mista Permanente Sobre Mudanças Climáticas.
Composta por senadores e deputados federais, a comissão tem como uma de suas principais missões acompanhar as ações do governo no combate aos impactos ambientais e socioeconômicos das alterações climáticas globais.
A discussão contou com a participação de André Meloni Nassar, secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Paulo Hilário Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Rodrigo Lima, diretor-geral da Agroícone, consultoria especializada em agricultura, energia e sustentabilidade.
Rodrigo Lima apresentou estudo sobre os impactos que o etanol e a bioeletricidade podem ter sobre a redução dos gases de efeito estufa até o ano de 2030, utilizando dois cenários: um realista e outro mais otimista, que prevê expansão da produção e novas usinas, o que demandaria ações de políticas públicas de longo prazo para o estímulo a novos investimentos no setor. “O cenário expansionista permitiria redução adicional de quase 600 milhões de toneladas de CO2, montante equivalente a emissões geradas durante três anos por todo o setor de transportes do país”.
Eduardo Leão de Sousa, diretor-executivo da Unica, acompanhou a audiência pública. “Entendemos que debates desta natureza são fundamentais para a melhor compreensão dos benefícios do etanol e parabenizamos o Poder Legislativo pela iniciativa e proatividade. É evidente a necessidade de avançarmos em uma agenda positiva visando à maior participação das fontes renováveis na matriz energética, posição que vai ao encontro dos compromissos ambientais assumidos pela presidente Dilma Rousseff na recente missão presidencial aos EUA, e estamos prontos para participar deste diálogo e contribuir com este esforço”, ressalta o executivo.

(…)

Leia mais na edição nº 9861, 4, 5 e 6 de julho de 2015.