A Copa do Mundo terminou. E agora?

José Mario Paro

0
3
José Mário Paro como articulista da Gazeta de Bebedouro com o artigo “Dos velhos e dos antigos”, marcando o início de sua participação mensal aos leitores da Gazeta.Foto: Gazeta.

Agora estamos assoberbados por três questões da máxima importância:

as eleições de 3 de outubro e eventual segundo turno;

os tarifaços do governo Trump;

a ocorrência do El Niño.

 

São temas extensos e complexos e por isto trato deles de forma suscinta, para facilitar a leitura e o entendimento pelos leitores da Gazeta.

 

Como de hábito, ao tratar de assuntos de tal magnitude, apoio-me nas leituras dos jornais O Estado de São Paulo e Valor Econômico.

 

 

Do El Niño

 

O nome El Niño vem do espanhol e significa menino. Na origem referia-se ao Menino Jesus.

 

Para melhor entendimento do seu significado, transcrevo na íntegra a definição dada pela IA: “O El Niño é um fenômeno climático global, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, afetando a circulação de ventos e alterando drasticamente os padrões de chuva e temperatura em todo o planeta”.

 

Estas anomalias (irregularidades) são monitoradas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica – (NOAA, em inglês), dos Estados Unidos, de abrangência global, que prevê para este ano e o próximo a ocorrência de um super El Niño, em que o aumento da temperatura das águas superficiais do oceano poderão alcançar o limiar de 3,0ºC, com relação às médias históricas.

Prevê também que a intensidade máxima do El Niño deverá ocorrer no final deste ano e começo do próximo.

 

Historicamente, nas ocorrências do El Niño, as águas do Pacífico equatorial aquecem   0,5 ºC ou pouco mais, acima das médias históricas. Os ventos alísios, ventos persistentes que sopram na região, empurram as águas superficiais aquecidas do Oceano, da Ásia para a Costa Oeste da América do Sul, na latitude do Peru.

 

O processamento destes dados é feito por cálculos altamente complexos, mediante a utilização de supercomputadores. Apesar disto, a Ciência ainda não conhece inteiramente o comportamento do fenômeno.

 

Para o Brasil, o jornal O Estado de São Paulo, na edição de 17/06/26 traz:

“Os efeitos do El Niño se espalham por diferentes setores da economia, reduzindo a produtividade agropecuária e pressionando os níveis dos reservatórios de hidrelétricas. Alimentos e energia elétrica – dois itens com peso relevante no orçamento das famílias – costumam ser os primeiros a registrar aumento de preços, pressionando os índices da inflação”.

O Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária, faz o monitoramento do tempo e do clima.

 

Principais Impactos do El Niño no Brasil – Cenário atual/2026

 

Região Sul: poderão ocorrer chuvas torrenciais, tempestades e enchentes severas.

Regiões Norte e Nordeste: poderão sofrer forte redução de chuvas e severas secas, com elevado risco de incêndios florestais e danos diretos nos níveis dos rios amazônicos.

Regiões Centro-Oeste e Sudeste: poderão sofrer ondas de calor intenso e irregularidades de chuvas. As massas de ar quente persistentes na região elevarão as temperaturas muito acima da média histórica, com baixos índices de umidade relativa do ar.

Energia: a seca prolongada nas bacias do Norte e Centro-Oeste poderá reduzir drasticamente o volume dos reservatórios das hidrelétricas.

 

 

Consequências Globais

 

Agronegócio: a quebra de safras é uma das maiores ameaças, afetando diretamente a colheita de grãos, o que poderá comprometer a segurança alimentar do planeta.

Ecossistemas: o aquecimento dos oceanos provocará desastres ecológicos, como o branqueamento de corais e a migração forçada de espécies marinhas.

 

Da La Niña, menina

 

A natureza, que é sabia e sempre trabalha pelo equilíbrio das situações, possibilitou a ocorrência de outro fenômeno atmosférico, a La Niña, que causa o resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, ficando 0,5ºC ou mais abaixo da temperatura média daquelas águas.

 

Os efeitos causados pela La Niña são opostos àqueles causados pelo El Niño. No Brasil, haverá seca na região Sul e chuvas na região Norte e Nordeste.

 

Finalizando: enquanto escrevia lembrei-me de um dito popular, que aqui merece ser mencionado: A natureza não reclama. Ela se vinga.

 

Observação: os tarifaços do governo Trump e as eleições do Brasil serão tratados mais adiante, nos próximos artigos.

 

Está na Bíblia

 

Jeremias 29:11, 12 — “pois eu sei muito bem o que penso a respeito de vocês”, diz Jeová. “Quero que tenham paz, e não calamidade; quero dar a vocês um futuro e uma esperança. Vocês me chamarão, virão a mim em oração, e eu os escutarei.”

 

(Colaboração de José Mário Paro, produtor rural).

Publicado na edição 11.021, sábado a terça-feira, 25 a 28 de julho de 2026 – Ano 102