A defesa dos petistas

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Antonio Carlos Álvares da Silva

Desde o início do ano, aumentaram as denúncias de corrupção contra o governo Dilma e o PT. A par disso, sucederam manifestações populares de protesto nas ruas de milhares de cidades brasileiras. Tem muita gente perguntando o seguinte: Como é que Lula e seus filhos ficaram tão ricos? Somente os milhões pagos pelas propaladas palestras, proferidas no exterior, não justificam sua imensa bonança. Nesse ponto, abro um parêntesis: Lula não saiu do curso secundário e era regiamente pago para proferir palestras. Fernando Henrique é professor universitário e nunca ganhou um centavo, pelas palestras, que proferiu. Fecho o parêntesis. Voltando aos protestos, fiquei me perguntando: Como o PT iria se defender de toda essa onda? Nas últimas semanas, veio a reação. De início, a TV passou a exibir repetitivamente, os discursos de Dilma e Lula, defendendo o governo e classificando o impeachment de golpe. Desprezaram, que ele está previsto na constituição. Dispositivo, que eles apoiaram no caso de Collor, em 1992. Também fizeram passeatas e comícios públicos e em recintos fechados. Nesses comícios, Lula está defendendo a inacreditável tese seguinte: Os processos penais movidos contra ele e as empreiteiras, na operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro são os culpados pela crise econômica e desemprego, que assolam o país. E que a corrupção já existia no governo de Fernando Henrique. A par disso, abriram uma frente mais sutil: Com a colaboração especial da Odebrecht, deixaram apreender na casa de um executivo da empreiteira, uma lista, contendo o nome de mais de 300 políticos de vários partidos da oposição, que também receberam contribuições da empresa. Desses 300, apenas 68 exercem cargos públicos. Atrevo-me a deduzir, que a Odebrecht deixou apreender esse documento, porque é inconcebível, que ela, investigada há anos, deixasse na casa de um de seus executivos investigados essa lista à disposição da polícia, depois de ver as centenas de casas invadidas na operação. Eu resumo: Não podendo negar a imensa corrupção havida em suas 3 gestões, parte para a estratégia seguinte: Também grassa a corrupção, entre os políticos da oposição. Se todos estavam recebendo verbas da Odebrecht, é um problema estrutural do Brasil, está tudo nos conformes, ninguém pode reclamar. O que eles fazem questão de deixar esquecido, é o fato, que políticos da oposição não têm a direção da Petrobrás, nem de outras estatais, para negociar as obras delas, com a Odebrecht. Dessa forma, não podem superfaturar essas obras, para receberem propina por isso. Estão repetindo que todos são corruptos até, que vire uma verdade. Essa tática já foi usada por Joseph Goebbels, assessor de Adolf Hitler na Alemanha. Ele ensinava: “Divulgue uma mentira mil vezes e ela se tornará uma verdade”.

(Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).

Publicado na edição nº 9968, de 2, 3 e 4 de abril de 2016.