A economia do Flamengo

Antônio Carlos Álvares da Silva

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Notícia, que não sai da mídia: A tragédia do Centro de Treinamento do Flamengo, que pegou fogo e matou 10 dos jogadores juvenis, participantes. O Estadão publicou que, em 2015, o Ministério Público já pedira a interdição do imóvel, por falta de segurança. 9/2/18 A 1. Também foi publicado que esse alojamento era chamado de “Ninho do Urubu”, nome que a tragédia tornou fúnebre. Notícia também compara o preço do alojamento com o fato de o Flamengo pagar 63,7 milhões, para contratar o jogador Arrascaeta e lhe dar o salário mensal de 900 mil reais. Gabigol ganha 1 milhão por mês. Esses dados mostram a natureza da economia do Flamengo no Centro de Treinamento.

Não é nada disso!
O suplemento do Estadão “Aliás” do último domingo publica notícia sobre o livro “Amor e Sexualidade”. Conta, que menina de 11 anos, estava na cozinha, com a mãe, fazendo a lição de casa, quando subitamente lhe pergunta: Mãe, o que significa “virgem”? Desconcertada, a mãe faz uma série de rodeios sobre o relacionamento humano, a origem da vida e da sociedade, bem como a evolução da espécie humana. Quando terminou essa explicação, depois de todos os volteios, que julgou necessários, a menina volta à carga, com outra pergunta, que acaba desmontando sua progenitora: “Mãe, e o que quer dizer Extravirgem? Aí, a mãe cai em si e entende, que a pergunta da filha era sobre a qualidade do azeite!

Manoel de Barros
O poeta cuiabano Manoel de Barros, falecido em 2014, aos 98 anos de idade, está voltando à moda com toda a força. Cassia Kis está estrelando em São Paulo a peça “Meu Quintal é Maior Que o Mundo”, baseada na obra do poeta. E o Espaço Itaú Cultural – Av. Paulista, 149, está mostrando a “Ocupação Manoel de Barros”. É impossível nesse meu espaço fazer comentário, que dê ideia sobre a história, ainda mais, porque não me julgo apto a fazer nem mesmo um resumo. Para fornecer uma ligeira ideia, vou reproduzir abaixo, algumas frases de seu livro – O LIVRO SOBRE O NADA -, que foram estampadas no Estadão em 13/2/19 C I. Escolhi as seguintes: 1 – Tudo que não invento, é falso. 2 – Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira. 3 – Tem mais presença em mim o que me falta. 4 – O meu amanhecer vai ser de noite. 5 – O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo. 6 – O meu avesso é mais visível que um poste. 8 – A inércia é meu ato principal. 9 – Não saio de dentro de mim nem para pescar. 10 – O Estilo é um modelo anormal de expressão; é estigma. 11 – Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada. 12 – As palavras me escondem sem cuidado. 13 – Aonde não estou, as palavras me acham. 14 – Há histórias tão verdadeiras, que as vezes parecem que são inventadas. 15 – A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto, que ela expresse nossos mais fundos desejos. 16 – Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos. 17 – Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade. 18 – O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.

(Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).

(…)

Leia mais na edição 10364, 16, 17 e 18 de fevereiro de 2019.