A Gazeta de Bebedouro é quem repudia

A moção de repúdio à Gazeta proposta pelo vereador Vagner Castro e aprovada na Câmara, quer intimidar o trabalho da imprensa e, por isso, é um atentado à democracia.

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1 – A Gazeta repudia veementemente o desrespeito à liberdade de expressão e de imprensa por vereadores que não admitem críticas. A partir do momento que estes senhores submeteram-se ao escrutínio dos eleitores e receberam mandatos públicos eletivos, estão sujeitos ao crivo da sociedade através da imprensa, que deve estar atenta aos seus atos. Se estes preferem o anonimato, deveriam estar em casa.

2 – A Gazeta repudia quem parece sequer ter o hábito da leitura de jornais, para sugerir, como o fez a vereadora Ivanete Xavier, a todos os veículos de comunicação da cidade, que abordem os assuntos, em reportagens e suas manchetes, com igual teor ou similaridade.

3 – A Gazeta repudia novamente o vereador Vagner, que em sua argumentação, colocou em dúvida até a própria existência de 97 anos da Gazeta, e falou: “se diz ter 97 anos”. Como destacou Eliana Merchan, em sua explicação pessoal, “padece o povo que não tem conhecimento”. Em 10.590 edições e mais de 500 mil páginas impressas e encadernadas em 234 livros, este jornal que recebeu o repúdio de vereadores é dos mais longevos do Brasil, Aqui, vereador Vagner, o senhor poderá tomar conhecimento da história desta cidade que o elegeu como vereador. Respeite nossa trajetória.

4 – E a Gazeta continua repudiando este mesmo vereador, que ao adjetivar como deve ser um jornal, usou a palavra “inerte”. Apenas para usar seu próprio ’modus operandi’, que procurou no dicionário o significado do verbo (e não adjetivo, como classificou) “tramar”, para justificar sua moção de repúdio, a Gazeta vai mostrar o significado de inerte: “quem tem inércia, sem atividade; a quem falta ação; quem tem preguiça”. Assim deve ser o seu jornal, vereador?

5 – Já para Ivanete, “a imprensa tem que ser respeitada, desde que veicule de forma ponderada’ porque assim quer o povo”. A Gazeta repudia o populismo daquela que brada trabalhar pelo povo, porque este a colocou onde está. Não vereadora, o conjunto de vereadores é que representa o eleitorado de Bebedouro. A senhora sozinha foi eleita com 633 votos, ou seja, 1,71% dos eleitores da cidade.

6 – E pra finalizar, a Gazeta repudia com todas suas forças, o “sabe tudo da Câmara”. Aquele que usa frases de efeito que o caracterizam há tempos, como: “Vocês me conhecem”, “Vocês sabem disso…”, “Isso é só o começo, tem muito mais, mas depois eu falo…”, “Se paga, fala bem. Se não paga, fala mal”. Ao deixar o microfone, saiu socando as próprias mãos, aos berros: “diz quem é teu sócio?”, referindo-se a mim, sem dizer meu nome. A credibilidade da Gazeta está muito acima de seus desvarios, vereador Chanel. Não me meça por sua régua. Pare de olhar-se no espelho para referir-se à Gazeta, vereador.

Os vereadores Jorge Cardoso, Eliana Merchan, Edgard Cheli e Tchelão ao votarem contra a moção de repúdio à Gazeta, optaram por defender a liberdade de expressão e de imprensa, e, consequentemente, a favor da democracia. Obrigado.

Contra o desrespeito, muito trabalho

Apuração e produção de conteúdo jornalístico.

 


Impressão em off set no parque gráfico da Gazeta.


Frases da Semana

“A politica não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça”.

– Aristóteles, filósofo da antiguidade.

“A política não pode ser anulação, tem de propiciar possibilidade de convivência”.

– Mário Sérgio Cortella, filósofo da atualidade.

Capitalismo selvagem

Divulgada esta semana pelo veículo britânico ITV News, uma reportagem sobre a destruição de produtos novos em um armazém da Amazon, na Escócia fez com que políticos, incluindo o primeiro-ministro Boris Johnson, e personalidades pressionassem pela proibição da prática.

A matéria mostra imagens chocantes em um depósito da Amazon, com laptops, iPads, TVs, joias, fones de ouvido, livros e máscaras, em ótimo estado, ainda dentro das embalagens, sendo carregados  por empilhadeiras para serem destruídos, e depois levados para aterros, prática que também implicaria elevado impacto ambiental à operação da Amazon.

Capitalismo selvagem 2

A explicação para essa conduta selvagem, mas legal, é que é mais barato descartar milhões de produtos que doá-los ou mantê-los ocupando espaço dos depósitos da Amazon. E quando o preço de manutenção dos produtos armazenados não compensa, a destruição parece ser opção frequentemente adotada.

Com base nos dados obtidos pela reportagem, especialistas ouvidos calcularam que somente aquele armazém da Amazon destrói mais de 6 milhões de produtos por ano.

A esperança se renova

Nasceu Filippo, de Camila e Tchelo. Chegou à véspera do aniversário de seu bisavô Juca Caldeira. A família comemora a vida.

Publicado na edição 10.590, de sábado a quinta-feira, 3 a 8 de julho de 2021.