A luz de dona Maria Rasteiro

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Líder espírita respeitada na cidade, Maria Rasteiro traz na própria história, a trajetória do desenvolvimento do comércio de Bebedouro e a sabedoria de quem viveu e agora quer ensinar.

Carinho – Dona Maria Rasteiro com o filho Casemiro, uma das famílias espíritas mais tradicionais da cidade.

Gazeta de Bebedouro – Quando sua família veio morar na região urbana de Bebedouro?
Maria Miranda Rasetrio – Quando eu tinha apenas quatro anos. Em 1928, meu pai comprou um barzinho que ficava onde hoje está instalado o Bradesco. Meu pai ficou ali até 1930, quando inauguraram o Prédio Zacarelli, onde agora está instalada a sede da Aciab. A parte debaixo, onde funciona uma farmácia, era o Bar do Amândio, meu pai. Servia lanches e refeições. As moças e rapazes compravam chocolate e tomavam guaraná. Como o salão era muito grande, ele resolveu montar um bazar. Naquele tempo, as lojas tinham de tudo: perfumaria, artigos para homens, agulhas e tecidos para costureiras. Depois, nós mudamos para um lugar na rua Oscar Werneck, onde funciona atualmente uma financeira e depois, nos instalamos definitivamente no prédio onde está instalado o Teatro Municipal, onde foi montada a Casa Rádio. Isto foi em 1940.

GB – O que se recorda da infância?
Maria – Lembro-me do clima em Bebedouro da Revolução Constitucionalista. Os rapazes fugiam de casa para alistar-se nas tropas paulistas. Recordo-me que frequentando a escola Abílio Manoel, a professora pediu para afixar na roupa, a bandeira paulista. As mães fizeram bordados da bandeira. Quanto às tropas legalistas, ligadas ao Getúlio Vargas, me recordo o medo da repressão deles. Também lembro-me que brincávamos nas ruas na praça da Igreja Matriz de São João Batista.

GB – Além de estudar no Abílio Manoel, onde passou a escolaridade?
Maria – Eu fiz o curso normal. Depois de casada, ainda fui estudar.

GB – Quando se casou?
Maria – Eu me casei em 15 de julho de 1945.

GB – Como conheceu o marido?
Maria – Aqui mesmo, no centro. Naquele tempo, todo mundo se conhecia em Bebedouro. Eu o conheci passeando no jardim da Igreja Matriz. Ele era protético no consultório de Ricardo Gomes Machado e a minha família morava aqui no centro.

(…)

Leia mais na edição nº 9609, dos dias 12, 13 e 14 de outubro de 2013.