A (r) evolução silenciosa do turismo de SP

Vinicius Lummertz

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Como dimensão econômica e social, o consumo de viagens e turismo impacta os setores primário (agropecuária e extrativismo), secundário (construção civil e de transformação) e terciário (serviços em geral).

Por esta característica – a indução –, o desenvolvimento de regiões ou criação de destinos ficam mais fortes se alinhados a outras iniciativas, a movimentos sinérgicos.

Classicamente, as ações dos governos no turismo se dividem em estruturação (treinamentos e pontos de informação turística, por exemplo) e promoção (feiras ou campanhas publicitárias, entre outras).

Fizemos isso em São Paulo. A diferença é que “saímos do nosso quadrado”. Os resultados elevaram o turismo paulista a uma posição inédita. Como? Por meio do entendimento, a começar do Governador João Doria, da importância para gerar empregos. O turismo, cujo produto interno bruto (PIB) bateu em R$ 223 bilhões e saldo positivo de 50 mil postos de trabalho em 2019, teve a atenção de toda a estrutura pública.

O nosso projeto de Rotas Cênicas, por exemplo, será executado pela Secretaria de Logística e Transportes. Com a mesma pasta, e liderança do vice-governador Rodrigo Garcia, houve a concessão de 22 aeroportos regionais. Ainda na mobilidade, tiveram início os 300 quilômetros de ciclo-rotas, em rodovias secundárias e com pendor turístico.

Outros projetos tocam a Secretaria de Desenvolvimento Regional: os Distritos Turísticos, as estruturas náuticas, o Vale do Futuro, no Ribeira.

Com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente colecionamos êxitos, como a concessão de parques que terão mais e melhores serviços, impactando na atração de turistas. Em breve lançaremos a marca “Parques SP”. Também estamos vendo renascer o Rio Pinheiros, um dos mais importantes da capital, com área de convivência e boas experiências.

Turismo e Cultura trabalham juntos. Além dos atrativos que funcionam com âncoras para os visitantes, como o Mis Experience, ao longo do ano temos as ativações dos 100 anos da Semana de Arte Moderna e a reabertura do Museu do Ipiranga.

As pastas da Fazenda e Desenvolvimento Econômico, e os bancos Desenvolve SP, do Povo e a agência de promoção de competitividade InvestSP, foram fundamentais para a oferta de crédito e incentivos para novos negócios – e iniciativas singelas, porém importantes, como o reconhecimento do artesanato paulista.

Com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, além do turismo rural, festejamos a lei que reconhece a qualidade dos produtos de origem controlada – que resumem o saber culinário e um sabor único. E concluiremos as sete rotas gastronômicas que identificam expoentes da produção de alimentos.

Outro bom exemplo são as ações com a Secretaria de Justiça e Cidadania: lançamos a cartilha com os direitos do consumidor de viagens e, em 2021, formalizamos a cooperação, com seis secretarias, para fazer de São Paulo um destino LGBTQI+ mais tolerante e inclusivo.

Para a mais importante parceria, contudo, não houve formalização. Foi com orgulho e admiração que vimos a Secretaria de Saúde e o Instituto Butantan enfrentarem a Covid-19. O prazer de viajar, duramente castigado, voltará a ser possível graças à vacina e cada enfermeiro, médico, líder de equipe que enfrentou o coronavírus – em São Paulo e em todo o Brasil. O turismo agradece.

(Colaboração de Vinicius Lummertz, secretário de Turismo e Viagens do Estado de SP).

Publicado na edição 10.647 – quarta, quinta e sexta-feira – 23, 24 e 25 de fevereiro de 2022.