Alzheimer: será que é possível prevenir?

Cristiano Caveião

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O Alzheimer é uma doença progressiva que ocasiona a destruição da memória e de outras funções mentais importantes. Ocorre a degeneração e morte das células.
Trata-se de uma doença com evolução, apenas ocorre a perda de algumas funções cerebrais que estão relacionadas com a memória, habilidades linguísticas e de pensamento. Até mesmo a capacidade do autocuidado. Comumente, sua progressão pode ocorrer entre oito a 12 anos.
É crônica e não possui cura, contudo podem ser utilizados medicamentos para tratar os sintomas, como a agressividade. Além disso, o Alzheimer pode evoluir para outra condição, como a demência. É mais comum na população idosa, contudo, as pessoas mais jovens também podem ter a doença, neste caso é chamado de Alzheimer precoce.
Os seus sintomas são separados em quatro fases, pois cada uma apresenta quadros clínicos diferentes.
A primeira fase, de forma geral, também é quando se apresenta os primeiros sintomas do Alzheimer. O paciente pode demonstrar comprometimento da memória; dificuldade de aprendizagem; perder-se em familiares; dificuldade para a tomada de decisões; perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas; mudanças de humor; mudanças de personalidade e mudanças nas habilidades visuais e espaciais.
Já na segunda fase apresenta dificuldade na fala; não consegue mais morar sozinho; presença de alucinações; pode perder-se dentro de casa; repete com frequência as mesmas perguntas; pode tornar-se agressivo; problemas de coordenação motora, que geram dificuldade para realizar tarefas simples e constantes.
Na terceira fase pode apresentar incontinência urinária e fecal; dificuldade para alimentação e deglutição; comportamento impróprio em público; resistência para realização das atividades e deficiência motora.
Uma quarta fase chamada de fase terminal, pode apresentar mutismo; não reconhecer familiares, amigos ou objetos; restrição de leito pela dificuldade de movimento.
O Alzheimer ainda não tem cura, contudo existem alguns tratamentos que são eficazes e podem prolongar a vida e o bem-estar do paciente. Existem estudos com resultados promissores na reversão da doença em testes com animais.
Existem algumas atitudes que podemos seguir para ajudar a evitar o aparecimento da doença no futuro. É necessário melhorar os hábitos alimentares; praticar atividade física; estimular o cérebro com atividades; evitar exposição ao alumínio, tabaco, álcool, obesidade, diabetes, hipertensão, são fatores que podem ser controlados e, consequentemente, auxiliar no aparecimento ou no retardo do aparecimento da doença.

(Colaboração de Cristiano Caveião, professor do curso de Tecnologia em Gerontologia – Cuidado ao Idoso do Centro Universitário Internacional Uninter).

Publicado na edição 10.553 de 10 a 12 de fevereiro de 2021.