

A experiência de Ana Beatriz Nogueira diante das câmeras não elimina o desafio de começar novamente quando a própria linguagem muda. Em Nas Profundezas do Amor, nova novelinha vertical Original Globoplay, que estreia em 25 de agosto, a atriz interpreta Madalena e experimenta a dramaturgia construída em episódios de aproximadamente dois minutos, pensados para serem assistidos na tela do celular.
Ao Crítica em Foco, a atriz aponta justamente o formato como o principal desafio do trabalho. Mais do que interpretar nova personagem, existe a necessidade de compreender a maneira de contar histórias que ainda está sendo explorada pela teledramaturgia brasileira: “O maior desafio é o formato em si. É totalmente diferente de novela. Não dá para comparar uma história que tem um capítulo de dois minutos. Essa rapidez aparece, resulta no trabalho todo”, afirma.
A percepção da atriz toca em uma das questões mais interessantes dessa expansão das novelas verticais: não basta pegar a estrutura tradicional de uma novela e diminuir sua duração. O tempo altera o ritmo, a construção das cenas, a atuação e a maneira como cada informação precisa chegar ao espectador.
E Nogueira não trata a novidade como fórmula já dominada. Pelo contrário, reconhece justamente o risco existente em experimentar uma linguagem enquanto ela ainda está sendo compreendida: “Um formato novo é um formato novo, então a gente pode acertar e errar feio também. Porque você está conhecendo, então você é tão novata naquilo quanto todos. Todos estão lidando tanto com a novidade quanto com as limitações daquela novidade”.
É uma reflexão especialmente interessante vinda da atriz com trajetória extensa no audiovisual. A experiência permanece, mas a linguagem impõe outras regras. Nesse sentido, Nas Profundezas do Amor coloca artistas de diferentes gerações diante de um território que ainda permite descoberta, tentativa e erro.
Madalena desencadeia a história
Na trama escrita por Paulo Ferreira e dirigida por Cristiano Marques, Madalena não ocupa apenas a posição afetiva na vida de Romualdo (Joaquim Lopes). Ela é peça fundamental para que toda a engrenagem dramática comece a funcionar.
Mãe do personagem, ela se torna vítima de atentado planejado por Zara (Thaila Ayala). O crime acaba sendo atribuído injustamente a Serena (Jeniffer Dias), desencadeando a espiral de vingança, acusações e mistérios que movimentará os 50 episódios.
Publicado na edição 11.025, sábado a terça-feira, 15 a 18 de agosto de 2026 – Ano 102




