Arrecadações filantrópicas e ONGs.

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O sucesso da Festa das Entidades não evita a urgência em se criar calendário municipal para eventos sociais.

Ponto para a organização da Festa das Entidades deste ano que conseguiu adesão do publico e consequentemente boa arrecadação. Em todos os três dias de evento estiveram todas as mesas lotadas, barracas com muitos consumidores, tudo revertido para entidades assistenciais.
Boa parte do sucesso do evento foi a premiação recorde de quatro motos e dois carros. Bastava ver como o salão de eventos ficava lotado durante os bingos, esvaziados logo em seguida.
Cerca de 13 entidades assistenciais, cujos trabalhos são reconhecidos pela cidade serão beneficiadas. Esta é a outra razão da mobilização de tantos voluntários. As pessoas sabem que o dinheiro será empregado de forma honesta. Ninguém daria um centavo, por melhores que fossem os bingos, se existisse alguma dúvida.
Como tudo tem um porém, não escapa a análise de que teremos, ao longo do ano, uma infinidade de festas filantrópicas, todas necessárias, mas há sinais de que o modelo está se esgarçando porque a vontade de ajudar é grande, mas nem sempre a população tem condições financeiras de colaborar.
Há alguns anos, houve a lucidez de unir paróquias para que fosse realidade a Festa da Unidade, fórmula que deu certo. Porém, nos últimos anos, a união acabou e vale o cada um por si novamente.
É certo que existem entidades como Educandário Santo Antonio, com déficit enorme de arrecadação, havendo necessidade de promover eventos paralelos para manter-se. Porém, nem todas as festas filantrópicas precisavam acontecer isoladamente.
Tudo é provocado pela redução anual dos repasses governamentais às entidades. Sem dinheiro, os dirigentes apelam para os eventos. Porém, não é de hoje a impressão de ser exagerada, a quantidade de ONGs e a cada ano surgindo uma nova, sem que o resultado seja visualmente percebido.
Chega ser irônico acontecer tanta festa filantrópica e as praças da região central permanecerem como dormitório de moradores de rua. Não vale fazer jogo de empurra, entre ONGs e Prefeitura. Arrecadação beneficente nós temos, ao que parece, faltam bons projetos.

(…)

Publicado na edição nº 9682, dos dias 15 16 17 de abril de 2014.