“As pessoas esquecem que esse é um trabalho pela comunidade”, afirma membro da Ronda Covid

Em abril, sete estabelecimentos foram multados por descumprimento de decreto; “Nós não estamos impedindo ninguém de trabalhar, mas estas pessoas precisam se adequar às regras”, afirma responsável.

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Criada em março de 2021, por meio de decreto referente à fase emergencial do Plano São Paulo de Retomada da Economia, a Ronda Covid atua na fiscalização para cumprimento das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, em Bebedouro. Em parceria, atuam fiscais das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, Guarda Civil Municipal e Departamento de Planejamento e Desenvolvimento Urbano.

Com fiscalizações autônomas e também pautadas em denúncias – feitas por redes sociais ou telefones oficiais – o grupo inicia sempre sua vigilância pela praça Santa Paula Frassinetti, na região do lago. De lá, vistoriam locais famosos por provocarem aglomerações. Com o recebimento de denúncias, o trajeto é alterado. “Existe todo um esquema de troca de informações”, explica Renata Martinez, responsável pelo departamento de Planejamento.

Somadas as denúncias recebidas por meio da Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal, o grupo realizou entre os dias 30 de abril e 2 de maio, 10 vistorias em estabelecimentos comerciais. Em nenhuma delas foram constatadas irregularidades. No último fim de semana, entre os dias 7 e 9 de maio, foram quatro. Todas, também dentro da normalidade exigida pelo decreto municipal.

Em todo mês de abril, sete estabelecimentos comerciais foram multados. “Nós, da prefeitura, não estamos impedindo ninguém de trabalhar, mas estas pessoas precisam se adequar às regras”, reitera Martinez.

Denúncias frequentes

Por meio de seus canais de informação nas redes sociais, a Gazeta de Bebedouro tem recebido denúncias de pontos com aglomeração. Um deles, é um bar localizado na Zona Oeste da cidade, alvo de vistoria na noite desta quarta (13). De acordo com Lourival Padovan, Comandante da Guarda Civil, o local seguia as regras municipais. “Tiramos fotos para comprovar que estava tudo dentro do decreto”.

Ainda na quarta, na Vila Novo Lar, o cenário se repetiu. Outro bar localizado na região central da cidade, alvo constante de reclamações à Gazeta, foi alvo de denúncias à Ronda Covid. “Foi feita fiscalização. Não foi constatado descumprimento do decreto, no local”, explica o Comandante.

No mesmo dia, outro estabelecimento na Zona Central foi flagrado com mesas próximas umas das outras, com clientes aglomerados, ignorando o uso de máscara e o distanciamento social. Ainda de acordo com Padovan, o local foi vistoriado na última sexta-feira (7). “Como havia outras denúncias na frente, quando chegaram ao local, o local já estava fechado”.

Pensando em situações como esta, o grupo de prevenção aos descumprimentos relacionados ao decreto que regulariza o funcionamento destes estabelecimentos decidiu ampliar o horário de atuação.

“Antes, a Ronda agia das 17h30 às 20h. Agora, a fiscalização ocorrerá em horários alternados. As abordagens, orientações, notificações, atuações, permanecem da mesma forma”, elucida Martinez.

Denúncias falsas

Outra questão enfrentada pela equipe, de acordo com Nelson Sanches, coordenador da Vigilância Sanitária, e reforçada pelos demais membros do grupo, são denúncias falsas. “Recebemos muitas denúncias infundadas. Não sabemos se pessoas com problemas de relacionamento com donos de estabelecimentos que as fazem. Atrapalham nosso direcionamento. Às vezes chegamos em endereços onde não há nada, nenhum estabelecimento ou pessoas, nada”, revela.

O mesmo é apontado pelo Comandante da Guarda Civil. “São recebidas muitas denúncias falsas. Quando chegamos no estabelecimento está até fechado. Outras vezes, nem comércio existe naquele local”, aponta Padovan.

Como denunciar

Denúncias oficiais podem ser realizadas pelos telefones da Guarda Civil Municipal, 199 e 153. Há também telefones da Vigilância Sanitária: (17) 3343-3416 e (17) 3342-5389. Podem ser feitas de maneira anônima, porém, com informações completas e verídicas, que auxiliem ao invés de prejudicar o trabalho da equipe.

“Faço um apelo para que a população nos ajude na questão da fiscalização. Bebedouro não é tão pequena. Uma equipe não dá conta de tudo. Ligue, faça a denúncia, peça para averiguar. Os melhores fiscais são a população”, afirma Renata Martinez. “As pessoas esquecem que esse é um trabalho pela comunidade. O vírus continua a circular e a cidade está em uma situação delicada”, finaliza Sanches.

Publicado na edição 10.578 de 15 a 18 de maio de 2021.