Bebedouro e o paradigma do deputado para chamar de seu

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O desafio é quebrar a trajetória desta história que se repete a longos anos.

O sistema eleitoral brasileiro tem a capacidade de colocar os eleitos à Câmara de Deputados, ao Senado Federal e às Assembleias Legislativas, a quilômetros de distância dos eleitores, que na maioria das vezes, esquece-se em quem votou, logo depois de depositar seu voto na urna. E fica difícil esta identificação, tanto na defesa de bandeiras em nível nacional, como na capacidade de lutrar por interesses locais.
Mas, o complicador maior ainda está por vir. A realidade daqueles candidatos que não querem ser o que postulam, daqueles que não tiram os olhos das próximas eleições, as municipais que elegem os prefeitos. Estes querem apenas marcar território, como os animais, que fazem suas necessidades sempre naquele mesmo lugar, como que dizendo: “aqui quem manda sou eu…”
Dessa maneira, além de iludir o eleitor que acredita estar votando em um candidato a deputado local, seja estadual ou federal, tira as chances da cidade eleger o candidato com reais chances.
Precisamos antes de tudo, não desperdiçar nosso voto.
No tabuleiro eleitoral, escolher o movimento correto hoje, nos garante várias casas à frente… Quiça um deputado identificado 100% com os anseios e as necessidades de Bebedouro e sua região.
O leque de opções de voto assim posto, diminui consideravelmente.
O importante é que o voto de cada um seja o reflexo do que a cidade precisa e quer: um deputado para chamar de seu. E não desperdiçado para aqueles que querem apenas medir sua popularidade, marcando território.
Para estes, sugerimos, existem as pesquisas. Além de menos onerosas, não mexem com os sonhos do eleitor.

Publicado na edição nº 9734, dos dias 19, e 20 de agosto de 2014.