Bebedouro registra mais 6 mortes por Covid, totalizando 276

Dados da UPA mostram que atendimentos no Gripário seguem tendência de queda desde o lockdown.

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Mais seis mortes foram registradas em Bebedouro desde sexta-feira (18), até quarta-feira (23): quatro homens, com 50, 60 e 79 anos faleceram no Hospital Municipal, UPA e Unimed, em decorrência da Covid-19, além de duas mulheres, de 54 e 80 anos, que tiveram óbitos registrados no Hospital Municipal. Desde o começo da pandemia, Bebedouro já registrou 276 mortes por complicações do vírus.

O número de positivados continua a crescer, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quarta. A cidade contabiliza 10.942 casos, sendo que 9.975 são bebedourenses e 967 moram na microrregião.

Há também 193 bebedourenses – suspeitos ou positivados – em monitoramento pela Vigilância em Saúde, que devem permanecer em isolamento domiciliar até 10 dias após os primeiros sintomas registrados. A Vigilância não contabiliza casos suspeitos.

A média móvel de infecções na cidade, em 11 dias, é de 110,54 novas contaminações diárias. Na semana de 3 a 10 de junho, 761 casos foram registrados; de 11 a 18, mais 869 (+14,19%); e nesta semana, de 19 a 23, considerando apenas quatro dias, são 347 novas infecções.

Leitos em Bebedouro

A UTI do Hospital Estadual opera com 100% dos leitos ocupados com pacientes graves, bem como a enfermaria da unidade com 20 pacientes em cada ala. Na rede privada, a taxa de ocupação dos leitos de UTI baixou para 63%, assim como na enfermaria.

No Hospital Municipal há 13 pacientes na enfermaria e três em estado grave.  Outros 13 bebedourenses em estado grave estão internados em UTIs da região.

Atendimentos diários

No início deste mês, a Gazeta analisou dados diários de atendimentos nas unidades de pronto atendimento de síndromes respiratórias da rede pública, realizados pelo Gripário da UPA 24h, após o lockdown, que ocorreu de 20 a 30 de maio.

Os números publicados até 9 de junho mostravam queda nos atendimentos após a restrição. Dando sequência à análise, a Gazeta apura queda ainda maior nas duas semanas seguintes.

Relembrando os dados, de 13 a 19 de maio, semana que antecedeu o lockdown, 1.166 atendimentos foram registrados no Gripário, com média de 166,57 casos por dia. Na semana seguinte, de 20 a 26 de maio, período de início do lockdown, a rede pública registrou 875 pacientes atendidos, queda de 24,9% em relação à semana anterior, e média de 125 registros diários.

No período de 27 de maio a 2 de junho, passaram 844 pessoas positivadas ou com suspeita de Covid pelo Gripário (-3,5%) e média de 120,57 atendimentos por dia. Na semana de 3 a 9 de junho, foram 643 pacientes atendidos pela rede pública (-23,81%), o que representa média diária de 91,85 pessoas/dia.

Os recentes dados fornecidos pela OS Mahatma Gandhi, gestora da unidade, mostram que os atendimentos continuam em queda: de 10 a 16 de junho, 516 pessoas foram atendidas no Gripário (-19,75%), com média de 73,71 pacientes/dia. Já na semana de 17 a 22 de junho, considerando apenas seis dias, devido ao fechamento desta edição, foram 367 atendimentos (61,16/dia), com recuo de 28,87% em relação a semana anterior.

Lockdown na região

O aumento de novas contaminações por Covid e leitos de UTI ocupados fez com que cidades da região decretassem medidas de extrema restrição. Somente a regional de São José do Rio Preto registra 14 cidades em lockdown.

O vizinho município de Barretos entrou em lockdown no sábado (19), período que deve se estender por nove dias, para tentar frear a pandemia e reduzir a pressão na rede de atendimento hospitalar, que está esgotada. Apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar, o que inclui alimentação, saúde, postos de combustíveis, bancos e correios, mas cada área submetida a regras diferentes, que não necessariamente liberam o atendimento presencial.

Ainda na regional de Barretos, a cidade de Colômbia decretou lockdown noturno, impedindo o funcionamento de qualquer atividade, exceto saúde e alimentação via delivery, de funcionar das 18h às 6h.

Com o aumento de casos e internações na DRS-15 (Diretoria Regional de Saúde) de Rio Preto, prefeituras voltaram a endurecer medidas restritivas. Na cidade de Rio Preto, começou na noite de quinta-feira (17), o lockdown noturno, com fechamento total de supermercados, comércio, restaurantes e bares entre 18h e 6h. A nova medida valerá até 2 de julho. Pequenos municípios do entorno seguiram a mesma medida.

Porém, na microrregião de Catanduva, também pertencente a DRS-15, 14 cidades decretaram lockdown total, fechando até supermercados para atendimento presencial durante ao menos uma semana.

Prevenção – Para evitar contaminações pela Covid, Bebedouro volta a realizar barreiras sanitárias nas principais entradas da cidade, higienizando veículos que entram no perímetro urbano bebedourense. (Divulgação)

GCM lacra festa clandestina

Na noite de sábado (19), após receber denúncia anônima de que festa rave seria realizada em propriedade rural próxima ao povoado de Andes, a Guarda Civil lacrou festa clandestina com 40 jovens.

Segundo o comandante da GCM, Lorival Padovan, após a denúncia, os guardas encontraram nas redes sociais, banners anunciando a festa. Às 22h de sábado, em veículo descaracterizado, a GCM foi até o local indicado, onde encontrou outro veículo da organização da festa que a guiou até a propriedade onde a festa ocorreria.

No local, 40 jovens foram apreendidos e mais 300 pulseiras, que seriam entregues aos demais participantes, foram encontradas. Foram apreendidas bebidas alcóolicas, pois segundo relatos, a festa seria de consumação livre. O organizador foi multado em R$ 10 mil, bem como o proprietário do espaço locado para o evento.

No final de semana prolongado, a GCM anunciou plantão envolvendo também a PM e fiscais de postura para seguir com a Ronda Covid e inibir festas e aglomerações que estão proibidas.

Publicado na edição 10.588, de 24 a 29 de junho de 2021.