Concurso Miss Carnaval 1968 – Bebedouro – tia Marieta

Dymiro Vita

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Waldomiro Almeida Junior, bebedourense de coração, engenheiro civil com atuação em barragens e usinas hidrelétricas, atualmente como consultor técnico

Bebedouro sempre teve animados e concorridos carnavais de rua e também de salão. Em 1968, eu tinha 12 anos. Decidiram fazer um concurso de miss do Carnaval alguns dias antes da data de início do Carnaval daquele ano.

Chamaram, como jurados, alguns artistas conhecidos de novelas da TV Tupi (Wilson Fragoso, Lisa Negri, Machadinho e outros). A candidata do Bebedouro Clube foi Carminha Latorre. Da Associação foi Zezé Aziz, que trabalhava na Drogasil. E os outros clubes também enviaram as suas candidatas (Clube José do Patrocínio, Clube da Paulista e Operária). O concurso foi realizado na Concha Acústica, na Praça da Fonte. As candidatas se trocavam no banheiro público embaixo da Concha. A tia Marieta Kfouri, esposa do tio Fuad, figura folclórica de Bebedouro, que se envolvia em tudo na cidade, também se meteu no concurso de miss do Carnaval. Entrou no banheiro da Concha, achou mais bonito e pegou o maiô da candidata do Patrocínio e “deu” pra Carminha Latorre. Foi uma tremenda confusão. Existia uma preferência nítida do público que estava assistindo pela candidata da Associação. Quando saiu o resultado do concurso e a vencedora foi Carminha Latorre, do Bebedouro Clube, foi uma revolta geral, com muitas vaias e protestos. Queriam “pegar” os jurados. Daí a origem do carro crítico “marmelada 6 em 1”, com a placa “Murieta Kfuça” no desfile de rua. Mais uma para os acontecimentos folclóricos de Bebedouro.

 

(Colaboração de Waldomiro Almeida Junior, bebedourense de coração, engenheiro civil com experiência em barragens e usinas hidrelétricas, atualmente atuando como consultor técnico).

Publicado na edição 11.045, sábado a sexta-feira, 31 de outubro a 6 de novembro de 2026 – Ano 102