
A receita foi 113% superior aos US$ 46,9 milhões registrados em agosto deste ano.
Foi um final de semana agitado no Campeonato Brasileiro de futebol, com resultados surpreendentes e decisões inéditas dos árbitros. A mais surreal delas foi a “desexpulsão” do lateral palmeirense Egídio, no jogo que o Palmeiras perdeu para o Chapecoense por um sonoro e inexplicável 5×1. O lance aconteceu aos 15 minutos do segundo tempo, quando a Chapecoense vencia por 1 a 0. Egídio desarmou o atacante da Chapecoense, William Barbio, e o árbitro Jaílson Macedo Freitas assinalou falta e expulsou o jogador palmeirense. Porém, após conversa com o bandeirinha e o quarto árbitro, o juiz voltou atrás e chamou Egídio, que já estava no vestiário, de volta para o campo, cancelando o cartão vermelho. Ao explicar a demora na decisão, o delegado do jogo alegou falha no aparelho de comunicação. Na súmula do jogo, nenhuma observação foi feita com relação ao polêmico lance.
As explicações, contudo, não foram convincentes, considerando que a arbitragem demorou mais de 4 minutos para tomar a decisão, e as suspeitas de interferência externa foram prontamente levantadas, mas veementemente negadas pelo delegado do jogo, que se enrolou em sua entrevista pós jogo.
De fato, ao desarmar o adversário, o jogador palmeirense pegou a bola, mas o atacante da Chapecoense, após uma queda teatral digna do prêmio Oscar, conseguiu ludibriar o árbitro e conseguiu a expulsão do palmeirense. Méritos para o atacante que conseguiu tirar um adversário do campo, o futebol é assim, e essa não é a primeira vez que um jogador é expulso mesmo sem ter feito a infração para tanto.
Porém, a discussão não é se a expulsão foi correta ou não. A discussão é pelo fato do árbitro ter mandado chamar o jogador do Palmeiras de volta, após mais de 4 minutos de paralisação do jogo. Tenho a certeza, mas não tenho como comprovar, que houve interferência externa no lance, e isso é o mais preocupante.
Quais os critérios levados em consideração pelos árbitros? Por que, após ter decidido expulsar o jogador, o árbitro voltou atrás? É melhor ele ser julgado por ter expulsado um jogador injustamente ou por voltar atrás de sua decisão após interferência externa dos árbitros auxiliares?
Aliás, a arbitragem, particularmente nessa edição do Campeonato Brasileiro, está lamentavelmente grotesca, a começar pelas orientações da Comissão de Arbitragem com relação aos lances envolvendo mão na bola. A subjetividade dessas decisões é gritante! Os árbitros não permitem que os jogadores falem com eles, e qualquer reclamação tem sido punida com cartões amarelos. Claro que reclamações acintosas merecem a punição, mas os árbitros estão sendo muito rigorosos em suas decisões, e o futebol, que já está fraco, está perdendo seu charme.
Infelizmente, enquanto não houver a profissionalização dos árbitros no Brasil, ainda enfrentaremos muitos dissabores com aqueles que comandam o espetáculo.
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Leia mais na edição nº 9899, dos dias de 6 e 7 de outubro de 2015.