
No último dia 5 de janeiro, ao retornar de viagem, estive com Edgard Bauza, no Aeroporto de Guarulhos. Em breve conversa, apresentei-me como cronista esportivo, corintiano e fã do trabalho realizado pelo treinador à frente das equipes da LDU e do San Lorenzo, quando montou times sem grandes estrelas, mas que jogavam um futebol ofensivo e vistoso. De poucas palavras, Bauza agradeceu os dizeres e também me desejou um bom ano, assim como eu tinha feito anteriormente.
Terminei a conversa desejando-lhe sorte no novo trabalho à frente do São Paulo, time que o contratou no final de 2015 para ser o novo treinador da equipe. Do aeroporto Bauza partiu para Barueri, onde assistiu a partida do São Paulo pela Copa SP de juniores.
Edgardo Bauza, ou Edgard Bauza, nasceu em 26 de janeiro de 1958, na cidade de Granadero Baigorria, Província de Santa Fé, Argentina. É um antigo futebolista e atuou na posição de zagueiro. Desde 1998 trabalha como treinador.
Como jogador atuou e defendeu o Rosario Central, onde foi campeão argentino em 1980 e 1987, Atlético Junior, Independiente, Veracruz, encerrando a carreira em 1992 no Rosario Central.
Também atuou em duas partidas pela Seleção Argentina principal, integrando o elenco que disputou a Copa do Mundo FIFA de 1990 como reserva de Juan Simón.
Como treinador, iniciou sua carreira em 1998 no Rosario Central. Dirigiu em seguida o Vélez, Colón, Sporting Cristal, LDU Quito, onde em 2008 conduziu o time equatoriano ao seu primeiro título da Taça Libertadores da América e em 2013 comandou o San Lorenzo, quando também conquistou o primeiro título da Taça Libertadores da América para o time do Papa Francisco.
O histórico de técnicos estrangeiros no Brasil não é dos melhores, mas acredito que Bauza fará um bom trabalho no São Paulo, principalmente pelo seu conhecimento tático, sabedoria em manejar situações, conversas técnicas, trabalhos em campo, na capacidade de convencimento e pela simplicidade, características que adquiriu de seus treinadores no passado.
Negócio da China
O Corinthians foi desmanchado pelo poderio financeiro dos chineses. Não há multa rescisória capaz de segurar os jogadores que foram embora, assim como não existe condição nenhuma de qualquer time do país competir com os salários milionários oferecidos pelos asiáticos, infelizmente. O maior reforço para o clube foi a manutenção do técnico Tite, e o Paulistão e a Libertadores servirão para montar e treinar um time competitivo para o Campeonato Brasileiro.
Publicado na edição nº 9935, de 12 e 13 de janeiro de 2016.