Em 40 anos chegou a vez de escolher com cartas abertas

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Por 15 anos, Bebedouro deve escolher nesta terça, a empresa que nos leve e traga, de qualquer parte da cidade.

A mobilidade urbana virou objeto de desejo e um novo conceito a ser exigido das autoridades.
Junto com outros temas como Educação, Saúde e Segurança, passou a fazer parte das plataformas dos políticos.
Os grandes congestionamentos somados aos custos crescentes do transporte individual, deram luz à exigência por transporte público de qualidade.
No dia 2 de setembro, a cidade deve viver um momento histórico, com a abertura dos envelopes das 11 empresas que concorrem na licitação para prestar o serviço de transporte público urbano de Bebedouro.
Depois de 40 anos de prestação deste serviço por permissionárias, 11 empresas disputam a licitação.
Esperamos com isso, que os moradores dos 60 bairros da cidade, tenham acesso a ônibus que façam jus ao nosso sagrado direito de ir e vir.
No Brasil, ainda engatinha, o que no mundo já virou exigência há tempos. A mobilidade urbana faz parte do cenário mundial e as facilidades de locomoção aprimoram-se a cada dia.
Estudos recentes apontam que a chamada geração Y, já não tem como sonho de consumo, ter seu próprio veículo, mas exige transporte coletivo digno. Essa mesma geração acredita na importância do negócio ambientalmente sustentável, caso raro quando tratamos de automóveis, que sozinhos incumbem-se de poluir o planeta. Dando de costas para o problema, o Brasil continua privilegiando as montadoras de carros, dando-lhes regalias e crédito. E para o transporte público só menções em época de eleições.
Em Bebedouro, com a abertura dos envelopes das empresas que acenaram assertivamente com o edital e suas exigências, deve em tese, prover as necessidades de mobilidade da cidade e seus moradores.
São práticas e conceitos apontando para uma cidade com o direito de movimentar-se. Sem privilégios. Sem exclusões.
Que a ganhadora da licitação saiba dar grandeza à sua obrigação de nos levar e trazer de qualquer lugar na cidade, sãos e salvos, pelo preço de uma passagem. Que assim seja.

 

Publicado na edição nº 9740, dos dias 2 e 3 de setembro de 2014.