Mais de 55 mil pessoas vão à Feccib

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Público compareceu em peso apenas no primeiro e último dias.

De quarta-feira (18) a domingo (22), cerca de 55,5 mil pessoas passaram pela Feccib 2012 (Feira Citrícola, Comercial e Industrial de Bebedouro), realizada no Parque Permanente de Exposições “Vereador Odilon Januário da Costa”, localizado na Variante Hamleto Stamato, na Zona Leste da cidade. Nem mesmo o clima com temperaturas abaixo de 10ºC nas primeiras noites espantou fãs de grandes duplas que se apresentaram na feira, como Jorge & Mateus, João Bosco & Vinícius e Milionário & José Rico. Um dos fãs, Roberto de Araújo veio da cidade de Jaboticabal para conhecer os “Gargantas de Ouro” . Ele é fã da dupla desde os cinco anos e hoje, aos 44, realizou o grande sonho. “Faz dois meses que eu perdi um filho de 17 anos. Com 15 dias, tenho certeza que recebi uma mensagem dele através de uma música do Milionário e José Rico. Sonhei com a música e quando acordei fui pesquisar. Na hora que vi o nome, me desmanchei: Mensagem do Além”, conta. Ao mesmo tempo em que sentiu tristeza, o fã alegrou-se. “Porque o que fala na música, se for mensagem do meu filho, eu me sinto bem em saber que ele está bem. Ele sabe que adoro o Milionário e José Rico. Tenho certeza que ele me mandou esse recado através da dupla. Nunca mais vou esquecer isso. Agora me tornei ainda mais fã deles”.
Este ano, a Feccib trouxe novidades em infraestrutura e programação musical digna dos melhores eventos do gênero. No recinto, o público encontrou também praça de alimentação, parque de diversões e circo. Também foi resgatado o concurso Rainha Feccib 2012. Por outro lado, a feira com poucos expositores deixou a desejar.

 

Gazeta conversa com João Carreiro e Capataz

Gazeta – João Carreiro é formado em Administração e Capataz em Direito. Vocês chegaram a trabalhar na área?
João Carreiro – Não, quando montamos a dupla, estávamos no término da faculdade, e logo que nos formamos, penduramos o diploma e saímos para o mundo com a viola nas costas! E graças a Deus, papai do céu está abençoando a nossa carreira.
Gazeta – Como tem sido a receptividade do público quando vocês tocam essa música raiz e que estão tentando manter?
Capataz – Tentando não, a gente só faz isso! Desde quando começou a dupla a defendemos. Hoje, graças a Deus, conseguimos quebrar a barreira das (rádios) FMs e tocamos em todas as rádios do Brasil, encabeçando a viola caipira, esse estilo de música que nunca morreu. Estava um pouquinho esquecido mas graças a Deus a gente está levantando de novo.
Gazeta – Como fizeram para quebrar essa barreira?
Capataz – No começo foi bem difícil mesmo, mas o povo gostou, nos abraçou e as FMs não tiveram como não tocar. Começamos quebrando essa barreira no Paraná, que nos abriu portas nas FMs, e como a região do Paraná é muito forte no sertanejo, talvez tenha aberto os olhos de outras regiões, com certeza.
Gazeta – E a expectativa para o show de hoje?
Capataz – É a melhor possível, uma região maravilhosa. Sabemos que a galera curte muito nossas músicas. Estar voltando a essa região é sempre uma honra e um prazer muito grande.

 

Milionário e José Rico comemoram 42 anos de sucesso

Gazeta – Se a dupla está aqui em Bebedouro hoje, é porque lá atrás vocês se separaram mas, anos depois, resolveram continuar a carreira da dupla. Por que pararam os trabalhos e depois voltaram?
Milionário – Acho que no time que está ganhando não adianta mexer. Então, ficamos parados, demos uma descansada de três anos, e depois começamos outra vez, e estamos aí com 42 anos de Milionário e José Rico, contentes, trabalhando com saúde e, se Deus quiser, vamos levar essa bandeira mais para frente.
Gazeta – Como vocês veem o sertanejo universitário, estilo tão tocado no Brasil inteiro?
José Rico – Nem sei viu! Não entendo nada de universitário. Preciso fazer ainda um curso superior. (risadas) Porque cantar aprendi a cantar, agora o resto…
Gazeta – Lembram-se de quando vieram a Bebedouro em outras edições da “Festa da Laranja”?
José Rico – Sim, claro. Viemos várias vezes, isso é normal, em Franca fomos 203 vezes, para nós não é problema, o problema é: convidou a gente está lá.
Gazeta – Qual o sentimento da dupla, com 42 anos de carreira, e um público tão diversificado como o que está hoje aqui na Feccib, de crianças até idosos?
Milionário – É o universitário que você disse. É isso aí, Milionário e José Rico é universitário também. (risadas)
José Rico – Os anos é que fazem isso, Milionário e José Rico com 42 anos de estrada pelo mundo afora, acho que isso está muito bem construído. Tudo o que fazemos é com dedicação, com amor, levando mensagem de alegria.

(…)
Leia mais na edição n° 9428, dos dias 24 e 25 de julho de 2012.