Nove regiões mudam de fase, Bebedouro permanece na laranja

Secretaria de Educação alterou a data para retomada das aulas presenciais no estado para 7 de outubro, sendo necessário que o Estado esteja 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo.

0
210
Plano São Paulo – Na décima atualização, nove regiões progridem na reabertura gradual e faseada da economia. Pela 4ª atualização consecutiva, Bebedouro permanece na fase laranja. (Divulgação/Governo de SP)

A décima atualização do Plano São Paulo de enfrentamento ao coronavírus e reabertura gradual e faseada da economia trouxe a progressão de nove regiões para a fase amarela: Araçatuba, Bauru, Campinas, Marília, São João da Boa Vista, Sorocaba e Taubaté, que saíram da fase laranja. Piracicaba e Ribeirão Preto tiveram um salto da fase vermelha direto para amarela. Excepcionalmente, a medida passa a valer a partir deste sábado (8).
Com esta atualização, 86% do estado está na fase amarela. A capital, as sub-regiões Sudoeste, Sudeste e Leste da Grande São Paulo, a Baixada Santista e Araraquara permanecem na etapa amarela, fase que permite reabrir bares, restaurantes e salões de beleza com 40% da capacidade, além de academias com 30% de vagas e expediente limitado a seis horas por dia. A permanência por 28 dias seguidos na fase amarela também permite a reabertura, com limitações, de espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos.
Apenas Franca e Registro permanecem na etapa vermelha, com restrição total ao atendimento presencial de comércio e serviços não essenciais.
As regiões de Barretos, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e sub-região Norte da Grande São Paulo permanecem na fase laranja, sendo que a sub-região Oeste da Grande São Paulo regrediu para a fase laranja.
“O interior apresentou redução em três indicadores: 10% de diminuição no número de casos de coronavírus, 7% nas internações e 4% no número de óbitos. Há ainda duas regiões avançando da fase vermelha para fase amarela. Ribeirão Preto, que saiu de 6,83 leitos de UTI por cem mil habitantes para chegar agora a 22,8. Esforço conjunto dos gestores municipais e do Governo do Estado, que baixou a ocupação de leitos de 94% para 73%. Foram dois meses desta região na fase vermelha e agora foi possível o avanço direto para fase amarela com a grande evolução na capacidade hospitalar”, comemorou Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional.
O governo estadual prorrogou a quarentena no Estado até 23 de agosto.
Educação – A Secretaria de Educação alterou a data para retomada das aulas presenciais no estado para 7 de outubro, sendo necessário que o Estado esteja 28 dias consecutivos na fase amarela do Plano São Paulo. O retorno será gradual e, na primeira etapa, vai atingir até 35% dos alunos.
Emocionado, o secretário Rossieli Soares afirmou que os riscos para saúde mental dos estudantes com longos períodos de isolamento devido à pandemia e ao fechamento das escolas têm sido apontados em alguns estudos. Segundo pesquisa Datafolha, 75% dos estudantes das escolas estaduais de São Paulo declararam que estão tristes, ansiosos ou irritados.
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que a paralisação das aulas presenciais gera ‘catástrofe geracional que pode desperdiçar um potencial humano incalculável, minar décadas de progresso e acentuar desigualdades’.
“Proteger vidas, cuidar dos nossos estudantes e profissionais é a coisa mais importante que precisamos fazer neste tempo de pandemia. Essa tem que ser a premissa fundamental que tem nos guiado e vai continuar nos guiando”, declarou Soares.
A última previsão do governo estadual era de que as atividades presenciais pudessem ser retomadas em 8 de setembro. A data foi adiada por recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus, “tendo em vista que apesar de 86% da população do estado já estar na fase amarela, dificilmente no próximo ciclo de 14 dias, todo o estado estará, já que há regiões que continuam na fase vermelha”, justificou José Medina, coordenador do Centro de Contingenciamento do Coronavírus.
A partir de 8 de setembro, as escolas localizadas em regiões na fase amarela ficam autorizadas a receber os alunos para aulas de reforço, recuperação e atividades opcionais. Para isso, as regiões também terão de obedecer ao critério de estar há pelo menos 28 dias na fase amarela e respeitar o limite máximo de alunos nas unidades e os protocolos sanitários.
No início da semana, Rossieli anunciou que São Paulo é o primeiro estado brasileiro a homologar o novo currículo para o ensino médio, construindo o documento determinado pela lei de reforma sancionada em 2017. O currículo foi aprovado em 29 de julho, por votação unânime, pelo Conselho Estadual da Educação de São Paulo.
O currículo está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio, homologada pelo próprio Rossieli Soares quando ocupou o cargo de Ministro da Educação, em dezembro de 2018.
Queda – Pela segunda semana consecutiva, tanto os óbitos como as internações por Covid-19 caíram, 8% e 2,5% respectivamente. Foram 151 óbitos e 323 internações a menos em relação à semana anterior, no Estado.
Segundo dados do governo estadual, São Paulo registra redução nas estatísticas semanais desde 12 de julho, refletindo o aumento de testagem e ampliação de leitos de UTI.
Os dados divulgados, na coletiva de segunda-feira (3), apontam redução de 5% tanto para óbitos quanto para internações na capital. Já no interior, as internações caíram 1% e as mortes reduziram 5%.

 

Publicado na edição nº 10508, de 8 a 11 de agosto de 2020.