Número de atendimentos nos gripários sofre redução após lockdown

Óbitos sobem para 246 em Bebedouro, com 14 novos registros desde o feriado prolongado.

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Bebedouro inicia a semana com mais 14 óbitos causados por complicações da Covid-19, desde a atualização do boletim da última quarta (2). Na segunda (7), subiram para 243, com 11 óbitos e na terça-feira (8), chegaram a 246.

As mortes mais recentes são de nove homens de 44 a 72 anos; e cinco mulheres de 53 a 72 anos, falecidos no Hospital Municipal, Estadual, UPA e Hospital Nossa Senhora, em Barretos.

O número de pacientes positivados no município subiu para 9.379, sendo que 854 são moradores da microrregião. Há ainda 8.951 recuperados (8.110 de Bebedouro e 841 de fora), além de 182 pacientes positivados e monitorados pela Vigilância Epidemiológica, em Bebedouro e região, isolados em suas residências. Outras 57 aguardam resultado de exames e não constam no total de infectados.

O número de internados continua alto na saúde pública e particular de Bebedouro e região. No Hospital Estadual, a ocupação de leitos de UTI segue em 100%, com 20 pacientes em estado grave, assim como na Unimed, com 11 leitos ocupados (100%). Há ainda 10 no Hospital Municipal e 21 bebedourenses em UTIs de outros municípios.

Outros 51 pacientes estão internados em enfermarias da cidade: 16 no Hospital Municipal, 20 no Estadual e 15 na rede privada.

Atendimentos diários

A Gazeta analisa dados diários de atendimentos em unidades de pronto atendimento de síndromes respiratórias da rede pública e saúde suplementar do município. O lockdown, que ocorreu de 20 a 30 de maio, foi decretado no pior momento da pandemia no município.

Os números contabilizados desde a metade de maio até terça (8), foram divididos em quatro semanas e mostram que, de 13 a 19 de maio, semana que antecedeu o lockdown, 1.166 atendimentos foram registrados no Gripário da UPA 24h, com média de 166,57 casos por dia. No mesmo período, a unidade de sintomas gripais da Unimed teve 632 atendimentos e média diária de 90,28 pacientes.

Na semana seguinte, de 20 a 26 de maio, período de início do lockdown, o Gripário municipal registrou 875 pacientes atendidos, queda de 24,9% em relação à semana anterior, e média de 125 registros diários. Já a Unimed atendeu 589 pessoas (-6,8%), com 84,14 pacientes por dia.

No período de 27 de maio a 2 de junho, houve maior redução. Pelo Gripário passaram 844 pessoas positivadas ou com suspeita de Covid (-3,5%) e média de 120,57 atendimentos por dia. No pronto atendimento da Unimed, foram 573 atendidos (-2,7%) e média móvel diária de 81,85 pacientes.

A última semana, considerando apenas seis dias, de 3 a 8 de junho (quinta a terça-feira), no fechamento desta edição, o Gripário recebeu 503 pessoas (-40,40%), com média diária de 83,83 atendimentos. Enquanto isso, a Unimed realizou 355 atendimentos de síndromes gripais (-38,04%), com 59,16 pacientes por dia.

Balanço do lockdown: Ronda Covid atende 44 denúncias em 10 dias

Ao fim de maio, Bebedouro encerrou 10 dias em lockdown. Dias após o fim da fase mais restritiva, departamentos que integram a Ronda Covid, responsável pela fiscalização e obrigatoriedade do cumprimento das medidas, fazem balanço de denúncias e autuações no período: entre denúncias atendidas pela Guarda Civil e Vigilância Sanitária foram 44, em 10 dias.

Segundo a Guarda Civil Municipal, 32 denúncias foram realizadas de 20 a 30 de maio, através dos telefones de emergência. Destas, todas foram averiguadas e seis resultaram em autuações. No dia 20, uma denúncia foi registrada; no dia 23, mais sete; outras cinco no dia 24; duas no dia seguinte (25); os dias 26 e 28 registraram três denúncias cada; duas no dia 29; e outras nove no dia 30.

Mesmo com o fim do lockdown, as denúncias de irregularidades continuaram, segundo aponta a GCM, considerando que no último dia do mês (31), foram registradas 11 denúncias de descumprimento do decreto municipal.

“Nossa avaliação é muito positiva. No lockdown, notamos a redução no fluxo de veículos nas ruas e entradas da cidade. A ajuda da população, na indicação de locais com possíveis irregularidades, foi fundamental, mas confesso que me surpreendi positivamente, porque recebemos menos denúncias do que esperávamos, o que mostra que a grande maioria dos estabelecimentos estava fazendo sua parte, dentro da legalidade”, analisa o comandante da GCM, Lorival Padovan.

Dentre as principais denúncias, a principal era venda de bebidas alcóolicas, proibida pelo decreto municipal, mas que não foram comprovadas pelas equipes da GCM. “A não comprovação não descarta o fato de que possa ter havido venda irregular, sim. No caso de alguns armazéns, por exemplo, que também vendem bebidas alcóolicas, foi constatado que estavam abertos nos primeiros dias de lockdown apenas comercializando produtos do gênero alimentício”, esclarece Padovan.

Dados complementares da Ronda Covid, computados pela Vigilância Sanitária apontam que durante o período de lockdown, 12 vistorias foram realizadas em estabelecimentos comerciais, através de denúncias, mas nenhum deles foi autuado. As vistorias foram realizadas nos dias 22 (1), 24 (3), 25 (2), 26 (1), 27 (3), 28 (1) e 29 (1).

(Publicado na edição 10.584, de 9 a 11 de junho de 2021.