O maduro começa apodrecer

Antônio Carlos Álvares da Silva

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Está diariamente na mídia e não é mais segredo para ninguém. É a situação de desespero, que atualmente assola a Venezuela. Inflação de 1 milhão por cento ao ano, falta generalizada de alimentos e outros bens de consumo. O desemprego é geral e numeroso. Esse quadro está ocasionando a fuga de milhares de venezuelanos, para os países próximos inclusive para o Brasil. Tentando amenizar essa situação, vários países decidiram enviar uma ajuda humanitária de alimentos para o povo daquele país. Mas, o governo Maduro tem impedido a entrada desses alimentos, bloqueando suas fronteiras. Tenta evitar a repercussão internacional decorrente dessa ajuda. Ficou cego e finge não perceber, que a situação da Venezuela é conhecida mundialmente e não precisa de acréscimos, para piorar sua imagem no mundo. Pois, nessa conjuntura, li que o Fórum de São Paulo, formado por forças esquerdistas, reuniu-se e aprovou sem nenhuma crítica o governo Maduro. Trago essa lembrança, para mostrar, mais uma vez, que os políticos de Esquerda não agem racionalmente e se alinham automaticamente com os outros da mesma crença, sem ressalva dos seus erros. Virou uma religião política, ou torcida de futebol. Em pleno século 21. Alias, não custa lembrar, que Lula declarou há alguns anos, que a Venezuela tem democracia demais.

Índios do Brasil
Recente decisão do governo Bolsonaro, até o momento, não teve a repercussão esperada. Ela transferiu a demarcação de terras indígenas da Funai, para o Ministério da Agricultura. Esse ministério é comandado por Tereza Cristina da Costa (DEM). Até sua nomeação, ela era líder do agronegócio na Câmara de Deputados (Estadão, 25/2/19 A-2). Segundo o IBGE, o Brasil tem 1 milhão de índios, mas, só metade habita zonas rurais. Eles ocupam 12,5% do território nacional. Com essa imensidão de terras, como já publicado na imprensa, começaram arrendar parte de suas terras, para agricultores plantarem. Não é de causar admiração. Segundo Nabhan Garcia, conselheiro do governo para a Reforma Agrária, existem áreas de até 500 mil hectares – Quase 207 mil alqueires – que estão ocupadas por menos de 10 índios. (Estadão, 23/2/19 A-10). Ele afirma, que esse fato se repete em outros lugares, o que torna o índio a maior latifundiário do Brasil. Prevejo, que a situação ficará explosiva, porque existe uma infinidade de entidades, que a pretexto de defenderem os índios, fazem política e tentam exercer influência no governo. Militam nesse campo, a Comissão Pastoral da Terra – CPT – e o Conselho Indigenista Missionário – CIMI – Esses órgãos, por sua vez, criaram várias ONGS. Todas defendem a ampla autonomia dos índios na condução de suas terras. Ou seja, o Brasil não é mais uma nação única, habitado por pessoas das mais diferentes etnias. Está dividido entre os índios e suas terras e os demais brasileiros. (Estadão, 18/2/19 A-2) A demarcação de terras indígenas pelo Ministério da Agricultura, na certa, vai provocar entrechoque entre essas visões. Espero, que essa diferença seja resolvida civilizadamente.

(Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).

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Leia mais na edição 10370, de 2 a 8 de março de 2019.