O padre que sonhava plantar

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Na adolescência, Leandro Nascimento pensava em ser agrônomo e o irmão tornar-se padre. Com um toque divino, os destinos inverteram-se e a Diocese de Jaboticabal ganhou um sacerdote que sabe plantar fé nos corações dos fiéis e germinar esperança. Este é um pequeno resumo da história do filho de Victório Nascimento, o alfaiate mais tradicional da cidade.

Gazeta – Como surgiu a vocação religiosa em sua vida?
Leandro – Sou católico desde criança. Meus pais sempre me levaram à igreja e houve um tempo em que me afastei, ficando bem distante. Depois de uma experiência religiosa e retiros de carnaval, surgiu a vocação.

GB – Onde começou sua vida religiosa?
Leandro – Comecei a frequentar desde criança, a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, indo para a catequese. Fiquei por lá pelo tempo que passaram os padres José Figuls, Wilson Angotti e Milton Kenan Júnior, de quem me recordo mais.

GB – Chegou a ser coroinha?
Leandro – Nunca fui coroinha. Eu frequentava a Pastoral da Juventude. Nunca quis ser. Recordo-me que o Padre José sempre me convidava para ser coroinha, mas eu fugia sempre (risos).

GB – Como hoje, o senhor reflete sobre a atitude tomada em favor do sacerdócio?
Leandro – É bem curioso, porque em minha casa, meu irmão Alessandro, sempre dizia que iria ser padre e eu pensava em ser agrônomo. Hoje, ele é engenheiro agrônomo e eu sou padre. Portanto, são coisas que ninguém entende. Eu não tinha ligação com a religião. Foi surgindo somente na fase adulta.

GB – Mas como foi esta experiência religiosa que o convenceu a tornar-se sacerdote?
Leandro – Foi uma coisa bem particular. Foi em um momento de oração, quando eu estava bem afastado de Deus. E senti forte a presença dele. Não há como descrever. Foi a partir deste momento que despertei de novo para Deus e retornei para a igreja.

União – Padre Leandro Nascimento ao lado da família em Bebedouro.

 

(…)

Leia mais na edição nº 9556 dos dias 8, 9 e 10 de junho de 2013.

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