Reflexões de ano novo

Antônio Carlos Álvares da S"lva

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Savegnago/Shopping – Obstáculos a mais
Os frequentadores do Supermercado Savegnago no Shopping sabem: Para sair de suas dependências, é preciso uma série de manobras, visando garantir a segurança do usuário. Porém, entendo, que existe um excesso. Aquele, que vai sair, está munido de um cartão, recebido na entrada. Então, tem que parar o veículo, introduzir no local adequado, para levantar uma cancela, que bloqueia a saída. Acontece, que na linha da cancela foram construídos obstáculos no chão, visando diminuir a velocidade. Mas, se o veículo já está parado, até o levantamento da cancela, ele não tem velocidade nenhuma a ser diminuída pelos obstáculos do chão. Eles são completamente desnecessários, já que a cancela abaixada já obriga o veículo a parar, até a colocação do cartão. Já tentei entender o motivo da colocação desses obstáculos. Como não consegui, só posso incluir, que eles estão lá, somente para aborrecer o cliente.

Meses de janeiro
e fevereiro
Quase ninguém lembra mais. Mas, no passado distante, o calendário tinha apenas 10 meses. Se iniciava no mês de março, homenagem a Marte – deus da guerra. E com homenagem em meses seguintes. De setembro em diante, os nomes significavam os números correspondentes: setembro – sete, outubro – oito, novembro – nove e dezembro – dez. Mas, o passar dos anos mostrou, que esse calendário era insatisfatório. Não se coadunava com o progresso da ciência. A começar pela astronomia. Ela provou, que a volta da Terra em torno do Sol demorava praticamente 60 dias a mais, que o calendário vigente. Para sanar a falha, foram criados mais 2 meses – janeiro – de Janus – deus romano das portas e passagens e fevereiro. Esses 2 meses completavam os dias faltantes. Para não mudar a nomenclatura dos meses existentes, janeiro e fevereiro foram colocados, como os dois primeiros e não no fim, como seria natural. E nesse janeiro, me lembrei dessas reminiscências, para aqueles voltados apenas para o futuro. Mas, feliz 2019!

Sérgio Porto
Falando em passado, me lembrei também de Sérgio Porto. Atualmente, somente os longevos têm alguma memória dele. Com razão. Ele nasceu em 1923 e faleceu em 1968, com apenas 45 anos de idade. Foi um jornalista de múltiplas facetas. Atuava em todas as áreas, onde coubesse uma pitada de humor, música, esporte e boemia. E se destacava por respostas bem humoradas, sobre qualquer assunto. Ficou conhecido seu comentário, quando foi convidado para participar do movimento “Testemunha de Jeová”: “Como é, que eu vou fazer parte, se nem vi a briga.” Com essa personalidade, passou a ser grande amigo de Millor. Frequentavam juntos a praia e todos seus bares. Millor foi o autor do prefácio da obra mais conhecida de Sérgio Porto – FEBEAPA – Festival de besteiras que Assola o País. Foram 3 volumes escritos sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. Seu nome me veio à memória, porque ele poderia fazer novas edições do Festival de Besteiras. Ele está fazendo falta, para todos os brasileiros.

(Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).

(…)

Publicado na edição 10352, de 19, 20 e 21 de janeiro de 2019.