
Da vitória do Brasil sobre o Peru ficaram algumas boas impressões. Em jogo realizado na terça (17), válido pela 4º rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, o 3×0 aplicado na equipe peruana mostrou a superioridade do Brasil em campo. Com Willian e Douglas Costa inspirados, a seleção voltou a mostrar um bom futebol, principalmente no segundo tempo.
O jovem atacante do Bayern de Munique, até então reserva no time de Dunga, jogou como um veterano. Jogando com o número 7, Douglas Costa driblou, arriscou chutes e deu assistências para gols, assim como Willian, que apesar de não ter marcado, foi responsável pelo passe que resultou no primeiro gol do Brasil, marcado justamente pelo novo camisa 7 da seleção.
A defesa esteve sólida com a dupla de zaga formada por Miranda e Gil, e os laterais também não comprometeram. Com um meio de campo marcador, a seleção conseguiu anular os principais jogadores peruanos, e salvo em um lance ou outro o goleiro Alysson não foi muito exigido.
Já Neymar, por sua vez, quase nada fez. A forte marcação em cima do craque dificultou, e muito, seu desempenho. Além de ter tomado um cartão amarelo por cometer uma falta violenta, Neymar tentou várias cobranças de falta, todas por cima da meta peruana. Sem gols, o astro brasileiro tentou fazer um agrado ao árbitro após a partida e ofereceu a sua camisa ao colombiano José Buitrago, que apitou sua última partida profissional. Só que o juiz evitou pegar o presente do brasileiro na frente das câmeras. Em seguida, o craque deu o uniforme para um funcionário da CBF ainda em campo para ele tentar entregar ao árbitro no vestiário, longe dos holofotes.
Com o resultado, o Brasil ocupa agora a terceira colocação na tabela, com 7 pontos, atrás do Uruguai com 9 e do, quem diria, líder Equador, com 12. O próximo desafio da seleção será justamente contra o Uruguai, em março de 2016.
Particularmente não gosto do técnico Dunga. Ele pode ter sido um jogador de raça em seu tempo de atleta, mas hoje se mostra uma pessoa ranzinza e impaciente, carecedora de conhecimento tático. Aparentemente ele lança sua sorte ao talento dos atletas, a seleção parece não ter um padrão definido de jogo, e nos dias que os atletas brilham, ela vai bem. Caso os jogadores não estejam em um dia feliz, assim será com todo o time.
Tenho que Dunga somente assumiu o comando da seleção porque, depois do vexame do 7×1 sofrido na Copa do Mundo, a CBF colocou alguém para aguentar as porradas que certamente viriam de todos os lados. E Dunga, no alto de sua paciência e educação, foi o escolhido para essa missão, e parece que conseguiu sobreviver ao pós trauma alemão, só vamos ver até quando vai conseguir sobreviver no cargo caso a seleção não mantenha seu padrão de jogo. Não basta somente relampejos, tem que ter constância.
Publicado na edição nº 9916, dos dias 19 e 20 de novembro de 2015.