São 1.364 casos e 41 mortes por Covid-19, segundo boletim epidemiológico

Bebedouro registra menor média móvel de casos das últimas semanas, com 7,85 novos infectados por dia.

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De acordo com boletim epidemiológico de sexta-feira (9), Bebedouro já registrou 1.364 pessoas infectadas com Covid-19, desde março deste ano, segundo dados fornecidos pela Vigilância Epidemiológica do município. Dentre pacientes com diagnóstico positivo, 1.199 vivem em Bebedouro e 165, na região.
Há também 1.308 já recuperados da doença (95,89%), sendo 1.144 bebedourenses e 164 moradores dos municípios da microrregião. Outros 15 pacientes estão em isolamento, 14 de Bebedouro e um da região.
O número de vítimas fatais da Covid-19 na cidade segue em 41 desde segunda-feira (5). No total, 23 pessoas morreram em hospitais de Bebedouro e 18 em unidades de saúde de outras cidades.
Há 18 bebedourenses em UTI, em tratamento do novo coronavírus: 15 em Bebedouro, divididos entre Unimed e Hospital Estadual e três em Barretos. Há também 14 infectados em enfermarias. Todos aguardam resultados para confirmação da doença.

Índices epidemiológicos
O índice de isolamento social de Bebedouro, na terça-feira (6), estava em 48%, na quarta (7), caiu para 46% e manteve-se em 46% na quinta-feira (8), em 4º lugar dentre as cidades com maiores índices do estado.
Comparando os 1.364 infectados registrados na sexta (9), com os 1.309 casos na semana anterior, a cidade registra média móvel de 7,85 novos casos por dia, nos últimos sete dias. É a menor média móvel de casos das últimas semanas.
Considerando os 1.364 casos positivos de Covid-19 em Bebedouro e os 41 óbitos, a taxa de letalidade, que mede a porcentagem de infectados que evoluíram para óbito, é de 3%.
Com 77,5 mil habitantes, segundo estimativa populacional do IBGE, Bebedouro tem 17,58 contaminados com o vírus, para cada mil habitantes.

Semeb rebate acusação de merenda estragada
Desde abril deste ano, a Semeb (Secretaria Municipal de Educação de Bebedouro) realiza a entrega de kits de alimentação para alunos da rede municipal de ensino. Os kits são compostos por alimentos do cardápio básico, que seriam normalmente utilizados pela rede na merenda escolar dos estudantes, se não fosse a pandemia. Como os alunos estão longe das escolas, Semeb e Central de Alimentação organizam os kits e os distribuem às escolas, para que sejam entregues às famílias em situação de vulnerabilidade, inscritas em programas sociais ou assistidas pelo departamento de Promoção Social do município. Dos 7 mil alunos que compõem a rede, 3 mil deles recebem o kit de alimentos mensalmente.
Na semana passada, o pai de um aluno procurou uma radio recentemente vendida, para denunciar que no kit alimentação de seu filho havia produtos estragados. De acordo com o secretário de Educação, Rodolfo Rodrigues, o pai já havia feito a reclamação à escola do filho, que constatou ter frutas e verduras ‘passadas’, no kit do aluno, que estragaram devido ao calor intenso.
“Os produtos foram entregues pelos produtores de agricultura familiar durante a manhã, a Central de Alimentação fez a separação, embalou e distribuiu para as escolas. No período da tarde, os pais os retiraram. Assim que este pai reclamou dos produtos estragados no kit do filho, conferimos os demais kits e retiramos o que havia se estragado nos kits ainda não entregues. No dia seguinte, fizemos a reposição dos produtos e redobramos os cuidados por força do calor, para que não houvessem novas ocorrências”, garante Rodrigues.

 

Publicado na edição nº 10525, de 10 a 16 de outubro de 2020.