Saúde esclarece denúncia de vacinas vencidas: “erros na digitação de cadastros”

Vigilância Epidemiológica garante que lotes são conferidos previamente e nenhum bebedourense recebeu doses vencidas.

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2ª dose – Na próxima semana, iniciam-se as datas para idosos acima de 60 anos receberem a 2ª dose da AstraZeneca.

Na sexta-feira (2), a Folha de São Paulo veiculou informação de que pelo menos 26 mil doses vencidas da AstraZeneca foram aplicadas no país, segundo dados do Ministério da Saúde. “Até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros”, diz a matéria.

Dentre as cidades apontadas por terem recebidos imunizantes vencidos, está Bebedouro. O relatório aponta oito doses vencidas, sendo quatro de um mesmo lote e outras quatro, em lotes distintos.

Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira justifica, trata-se de “erros na digitação de cadastros”. “Quando inserimos os cadastros no sistema, ao selecionar os lotes, um número está muito próximo ao outro, então, houve erro ao selecionar o correto. Três destes lotes nem mesmo foram enviados às cidades por estarem vencidos, mas foram selecionados de forma incorreta”, explica Teixeira, que garante: “Todos os lotes são conferidos pelo GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) e pela Vigilância. Nenhum bebedourense recebeu dose vencida”.

Plano de imunização

A cidade avança na imunização da faixa etária acima de 40 anos, com público de 46, 45 e 44 anos, vacinados na quarta, quinta e sexta-feira (30 de junho, 1º e 2 de julho), respectivamente. Segundo Teixeira, na quarta-feira, 1.060 pessoas de 46 anos foram vacinados; na quinta, 780 homens e mulheres receberam a 1ª dose; e na sexta, outros mil, da faixa de 44 anos, eram aguardados. Até o fechamento desta edição, a vacinação não havia sido concluída.

A Prefeitura anunciou, durante a semana, o chamamento de faltosos de grupos já anunciados, como profissionais de Educação, gestantes e pessoas com comorbidades. Compareceram cerca de 40 gestantes, 15 profissionais de Educação e apenas cinco pessoas com comorbidades, de acordo com a Vigilância Epidemiológica. Aqueles que não se dirigiram à Feccib até sexta (2) devem aguardar o chamamento por idade para poderem se vacinar. “Já os faltosos por idade podem ir a qualquer dia, já que a vacinação é sempre da faixa etária mais nova para cima, no nosso caso, 44 anos ou mais”, destaca Teixeira.

Na segunda-feira (5) está prevista a vacinação do grupo de 43 anos, porém, Bebedouro ainda não recebeu confirmação do Estado sobre a liberação de novas doses.

Cidades da região, como Barretos, Guaíra e Ribeirão Preto, já vacinam pessoas de 40 a 42 anos, enquanto Bebedouro caminha para 43. A coordenadora justifica que Bebedouro optou por concluir vacinação dos grupos, antes de iniciar novos. “Em muitas cidades, aplicam só as doses recebidas, o restante fica sem se vacinar e uma nova faixa é anunciada. Nós estamos aguardando a chegada de doses suficientes para cobrir todo público previsto, para só então, anunciar novos grupos”.

2ª dose – Na próxima semana, iniciam-se as datas para idosos acima de 60 anos receberem a 2ª dose da AstraZeneca. Segundo Teixeira, está previsto para o dia 13, a imunização de parte deste grupo, porém,  aqueles que se vacinaram antes desta data, podem procurar a sala de vacina, no recinto da Feccib, no dia indicado no comprovante.

Vacinação cruzada – Quando a aplicação de doses da AstraZeneca foi suspensa para gestantes e puérperas, em regime de urgência, sem prévio aviso, Bebedouro havia vacinado apenas uma puérpera com o imunizante. A Vigilância a acompanhada, desde então. Teixeira diz que a orientação das autoridades é que outro imunizante seja aplicado na 2ª dose, que deve ser a Pfizer, devido às recentes pesquisas que comprovam eficácia no uso conjunto destes dois imunizantes.

“O Ministério da Saúde mantém a recomendação de que todos recebam as duas doses do mesmo imunizante, porém, em casos pontuais, como este, é possível haver vacinação cruzada. Já nos casos de revacinação, com curto período de tempo entre aplicação de duas doses distintas, não há estudos sobre possíveis efeitos colaterais, nem mesmo a eficácia da vacinação cruzada”, esclarece.

Ainda segundo Teixeira, após as tentativas de revacinação na semana passada, em que uma pessoa conseguiu se revacinar, nenhuma outra tentativa foi registada nesta semana.

Publicado na edição 10.590 , de sábado a quinta-feira, 3 a 8 de julho de 2021.