Sem mortes na semana, média móvel cai para 0,28/dia em 14 dias

Bebedouro está há nove dias sem registrar mortes por Covid. Ainda de acordo com Secretaria de Saúde, em três dias são 21 novos casos da doença,

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Perto do fim – A Gazeta esteve no Gripário municipal, na manhã de quinta (26) e não havia pacientes. Com aumento da vacinação, casos de Covid continuam em queda na cidade.

Bebedouro está há nove dias sem registrar óbito por Covid. A última morte, mulher, 72, com hipertensão arterial, estava internada no Hospital Estadual e foi incluída no boletim epidemiológico de quarta-feira (18). Até sexta-feira (27), a cidade tem 326 vítimas fatais pelo vírus, desde o começo da pandemia.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde, o gráfico semanal de mortes, elaborado pela Gazeta de Bebedouro, por mais uma semana, indica queda nos óbitos e nesta última, de 21 a 27 de agosto, sem nenhum registro, frente à semana anterior, de 14 a 20 deste mês, com quatro vítimas fatais do vírus. A média móvel dos últimos 14 dias caiu para 0,28 óbitos/dia. A média anterior estava em 0,85 mortes/dia.

 

No último boletim, o número de casos positivos passou para 12.092 pacientes, expedido na sexta-feira (27). Em três dias, são 21 novos casos da doença, na cidade.

A Vigilância Epidemiológica monitora 32 pessoas positivadas, em Bebedouro, isoladas em suas residências. Outros 39 pacientes aguardam resultados de exames.

A ocupação de leitos no Hospital Estadual apresentou leve crescimento, desde a última publicação da Gazeta de Bebedouro, na quarta-feira (25), passando de 11 para 13 pacientes em estado grave. A rede privada permanece estável com dois pacientes. Um bebedourense está em UTIs de cidades da região, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Sete pacientes estão internados nas enfermarias dos hospitais da cidade. São três no Hospital Estadual, indicando 15% de ocupação de leitos e quatro no Municipal. Não há pacientes com Covid na rede privada.

Vacinação

Na terça-feira (31), a Secretaria de Saúde imunizará com a 1ª dose, jovens de 12 a 15 anos, com comorbidades, deficientes e gestantes, das 16h às 20h, na Feccib velha. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a previsão é vacinar 550 pessoas. “Neste dia, também reabriremos a vacinação para adolescentes com 16 e 17 anos também com comorbidades ou deficiências e grávidas, pois a adesão, na semana passada, foi muito baixa. Das 290 pessoas previstas, aplicamos aproximadamente 60”, contabiliza a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Thais Teixeira.

A Secretaria de Saúde ainda aguarda a chegada de novos lotes para dar continuidade à vacinação das pessoas maiores de 18 anos. Na quarta-feira (18), 1.020 pessoas de 24 anos receberam o imunizante e, desde então, a cidade segue sem data prevista para novas faixas etárias.

De segunda a sexta-feira, a Secretaria de Saúde segue aplicando a 2ª dose para diferentes grupos e faixas etárias, no período da manhã, das 8h às 12h.  É importante levar os documentos e a carteirinha da 1ª dose. “Em Bebedouro, há cerca de 600 pessoas que estão com a 2ª dose em atraso, por isso, estamos em busca ativa por estes pacientes, seja pelas unidades de saúde ou por telefone. É importante completar o ciclo vacinal para estarem imunizados”, enfatiza Teixeira.

Até às 15h de sexta-feira (27), Bebedouro já havia imunizado 51.904 moradores com a 1ª dose da vacina contra Covid-19, correspondente a 66,93% da população. Já com as duas doses foram 30.803 habitantes, correspondente a 39,72% dos bebedourenses, com cronograma vacinal completo, segundo o “Vacinômetro” do governo estadual.

Dose de reforço começa  em setembro, segundo Estado SP

Pessoas acima de 60 anos serão vacinadas após seis meses da aplicação da segunda dose.

Na quarta-feira (25), o governo estadual anunciou que a partir de 6 de setembro, terá início a aplicação da dose de reforço contra a Covid para pessoas acima de 60 anos.

“Entendemos que é um passo a mais na proteção da população mais vulnerável”, ressaltou Paulo Menezes, coordenador do Comitê Científico, mencionando melhora progressiva dos indicadores,  mas a chegada da variante Delta, evidencia a necessidade da dose adicional.

O posicionamento do Comitê é de que a dose de reforço pode ser do imunizante disponível, incluindo a Janssen, e que os idosos serão vacinados após 6 meses da 2ª dose, quando há risco de queda da imunidade ao Coronavírus.

Publicado na edição 10.605, de 28 a 31 de agosto de 2021.