Situação do calçadão do comércio de Bebedouro

Celso Aparecido Oliveira

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Permitam-me neste espaço oferecido ao ex-presidente da Aciab e ao ex-Vereador, idealizador responsável à época, na Aciab, juntamente com o Prefeito Sergio Stamato, de saudosa memória, e com a Câmara, pelo “Calçadão de Bebedouro”, para falar deste assunto.
Se não foi o ideal, foi o que poderia à época ser feito, com espaço reservado para Policiamento, Ambulância e preservadas as garagens de moradores, para chegarmos ao “calçadão misto”, tirado de modelos europeus e, posteriormente, se bem me lembro, copiado pela cidade de Campos do Jordão, por prefeito bebedourense.
Mas agora, infelizmente, não é mais hora de fazer propaganda ou elogios, mas mostrar à cidade, o abandono e a desorganização que vislumbramos num local que não foi feito para estar nesta situação.
Criado para divulgação do comércio, com colocação de postes decorativos, floreiras com plantas ornamentais e decorado com árvores e arbustos, bancos modernos, ideal para um passeio aos domingos e dias de festividades, para divulgação de eventos da cidade e participações de entidades (como às vezes ocorre) e para o qual foi idealizado na Aciab, com concurso de vitrines, campanhas de iluminação, sorteio de carros, tudo para melhorarmos sua visitação. Nada disso está mais ocorrendo hoje.
Assistimos perplexos, em plena época natalina, o que deveria ser o cartão de visita dos bebedourenses e de quem visitasse a cidade, para usufruir de nosso comércio, encontramos um local abandonado, escuro, sem pintura, floreiras com mato, sem cuidado, com chão sujo, mato nas calcadas e ruas, lixeiras sem pinturas, quando existem. E a placa de inauguração desapareceu, sem os quiosques idealizados no projeto original.
Presenciamos um Natal sem vida, a não ser a iniciativa de algumas lojas, que arriscaram fazer algo, enquanto o município nada fez, deixando que cidades vizinhas se esmerassem em seus locais comerciais como atração.
O calçadão não foi idealizado para isto acontecer.
Dando uma volta a pé, como faço sempre e fazia na minha época de presidente da Aciab, fico perplexo e irritado com esse abandono. E por isso não quis permanecer calado.
Como muito observador, o resultado é a minha revolta. Não podemos mais aceitar esta situação, daí fazer chegar este relato aos poderes constituídos e onde um dia ocupei uma cadeira no Legislativo, para pedir uma reação. Nós precisamos reagir. Acho que pela posição que ocupei um dia, posso e devo, hoje, emitir meu parecer, que é o de muita gente que me procura, pois também tenho comércio e serviços do qual dependo, há mais de 50 anos, prestados à cidade. Isso me dá o direito de estar indignado e reagir.
Uso como exemplo, Dubai, onde estão introduzindo árvores nos imóveis como decoração e proteção ambiental; em Milão, nascem projetos de arborização em ruas e locais para melhorar também a situação ambiental. Em São Paulo, o Prefeito está criando os corredores verdes com 113 km, do centro para os bairros, incluindo paredes verdes, para buscar caminhos ambientalmente sustentáveis para ruas e avenidas principais da cidade, que além de decorar, possibilitarão diminuição em até 2 graus, na aferição térmica ambiental, ideia que o então governador Doria já havia iniciado, em avenidas da capital paulista.
No Rio de Janeiro, existe um projeto que visa plantar 6 (seis) árvores a cada uma que morre; e em nossa cidade, nos locais onde morre uma, seu canteiro é tapado com concreto.
Em Bebedouro, enquanto Vereador, fui autor de um Projeto que, a cada criança que nascesse em nossos hospitais, o município daria uma muda de árvore para ser plantada, onde a família quisesse, para cuidar como lembrança. Não sei o que virou…
Será que não podemos copiar, pelo menos uma destas ideias, para nossa cidade? Ou vamos continuar neste marasmo? Desculpem, como sempre fiz enquanto político, não aguento ficar sem falar o que penso.

(Enviado por Celso Aparecido Oliveira, professor, advogado, ex-vereador e ex-presidente da Aciab.)

 

Publicado na edição nº 10457, de 22 a 24 de janeiro de 2020.