
Existe um jargão no mundo do futebol que diz que torcida não ganha jogo, mas ajuda, e muito, a empurrar o time. Que o diga o Palmeiras, na quarta feira (2), quando enfrentou o favorito Santos pelo segundo jogo da final da Copa do Brasil. A torcida palmeirense fez bonito, lotou o estádio e fez uma festa fantástica para empurrar o Verdão rumo ao título e à vaga na Taça Libertadores da América. A atmosfera criada no Allianz Parque já indicava que, naquela noite, seria muito difícil o Palmeiras não ser campeão, mesmo com um time inferior tecnicamente ao Santos. Nessa hora a raça falou mais alto que a técnica, e o Palmeiras conseguiu levantar o troféu de campeão da Copa do Brasil, pela terceira vez em sua gloriosa história. Já havia sido campeão em 1998 e 2012. Foi um jogo duro, com o Palmeiras melhor em boa parte da partida. O time Santos, que já se considerava campeão, não conseguiu jogar, e parece que a euforia da torcida verde impressionou os santistas, que nem de longe foram aqueles jogadores das outras partidas realizadas na Copa do Brasil. O Peixe sentiu o baque, não conseguiu mostrar seu bom futebol, e foi absorvido por um Palmeiras aguerrido, voluntarioso e combatente. Os jogadores santistas Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira foram anulados. E após abrir 2×0 com dois gols do atacante Dudu, o Palmeiras tomeu um gol passados 40 minutos do segundo tempo, e o resultado de 2×1 acabou por levar a decisão para a marca da cal.
A disputa por penalidades máximas foi apenas um dos ingredientes daquela noite que era para ser do Palmeiras, não tinha como não ser. Não gosto de falar que jogador de futebol é “herói”, como grande parte da mídia o faz. Herói tem outro significado para mim, heróis são os Pais que conseguem educar seus filhos, que batalham e abdicam de tudo em sua vida em prol de suas crias, não jogadores de futebol. Esses últimos não fazem mais do que a obrigação, considerando os caminhões de dinheiro que recebem.
Mas naquela noite do dia 4 o Palmeiras teve um jogador que foi um dos maiores responsáveis por esse título – o goleiro Fernando Prass, que ao defender duas cobranças e marcar o quinto pênalti para o Verdão, garantiu com louvor o caneco de campeão. Prass, na minha opinião, foi o nome do Palmeiras em toda campanha, considerando que fez grandes defesas que garantiram esse título, e talvez seja hoje o melhor goleiro do Brasil, merecendo inclusive uma chance na seleção brasileira.
Parabéns Palmeiras!! Campeão da Copa do Brasil em 2015, com um time mediano mas com muita raça.
Três vezes Vasco!!
Que fase do Vasco. Apesar de ter feito uma campanha boa no segundo turno do Brasileirão, o futebol apresentado no primeiro semestre condenou o time carioca a amargar novamente a série B em 2016. Já são três rebaixamentos em menos de 10 anos. Particularmente, por não ser nem um pouco fã do fanfarrão Eurico Miranda, confesso que não fiquei chateado com a queda do Vasco. Lamento pelos torcedores e jogadores, claro, mas a depender do dirigente falastrão, que amargue a segunda divisão.
Publicado na edição nº 9924, dos dias 8 e 9 de dezembro de 2015.