Um PM de Cristo

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O trabalho como segurança despertou-lhe a vontade de ser policial militar. Há 25 anos ele entrou para a corporação e, ao longo do tempo, teve uma ideia recorrente: ajudar o próximo nas horas de folga. José Vicente da Silva se aposentará no final de 2012, é casado, tem três filhos e o quarto nascerá em breve. Ele, juntamente com a esposa, comanda o projeto “Los tios de los niños”, voltado à realização de eventos direcionados especialmente às crianças de Bebedouro. O objetivo é também levar esperança e   paz às famílias que sofrem com o problema das drogas. Além de ocupar o cargo de secretário adjunto operacional da Defesa Civil de Bebedouro, Vicente tem tempo para dedicar-se às atividades como PM de Cristo, associação de SP cuja missão é valorizar a figura humana do policial militar, assistindo emocional e espiritualmente a sua família. Entre tantos policiais militares que atuam em Bebedouro, sem dúvida, Vicente faz a diferença.

Fazendo a diferença – Fora do expediente, Vicente leva alegria ao público infantil e palavras de conscientização sobre os malefícios da droga e do álcool.

 

GB – Quando nasceu e onde foi?
Vicente – Nasci em 1964, em Bebedouro. Meus pais eram de Viradouro, depois ficamos um tempo em Santos e voltamos para Bebedouro.

GB – Por que foi para Santos?
Vicente – Meu pai era frentista e foi buscar uma oportunidade na praia, junto com os irmãos dele que trabalhavam lá em Santos. Depois acabou arrumando um serviço aqui na prefeitura e voltou, eu tinha uns dois anos quando voltamos para Bebedouro.

GB – Quais lembranças você tem de quando era menino? O que costumava fazer?
Vicente – Vivi sempre com os meninos do bairro, sempre fui moleque de rua, arteiro, sempre fui muito engraçado, animava todo mundo, chamava atenção, eu era o liderzinho da tribo do bairro, um dia soltávamos pipa, outro dia jogávamos bat, no outro brincávamos de mamãe na rua… Chamava os coleguinhas, organizava time de futebol. Eu não gostava de ficar sozinho, filho único, eu tinha pânico de ficar sozinho, chegava em casa, minha mãe era alcoólatra e meu pai trabalhando, fazendo bicos de churrasqueiro e segurança e eu ficava de companhia para minha mãe.

GB – Em quais escolas estudou?
Vicente – Quando pequeno estudei numa escola que já foi desativada na Vila Elizabeth, depois fui para o Sesi, onde fiz o 1º grau e de lá fui para o Abílio Alves Marques, conclui o 2º grau.

GB – Ainda tem contato com amigos dessa época? Quem são eles?
Vicente – Tenho sim, um dos mais próximos com quem converso sempre, e a gente vê o dinamismo do outro, é o Mazola das caçambas, amigo de infância, fomos criado juntos no bairro, tem o Bozó da Garagem também…

 

(…)
Leia mais na edição n° 9433, dos dias 4, 5 e 6 de agosto de 2012.