Uma semana em Bebedouro para pensar no Brasil

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De investimentos para baixar a criminalidade até na vocação agrícola da nossa cidade e região.

Um final de semana com altos e baixos, em Bebedouro. No esporte, a Inter consegue classificação antecipada e os times de futsal feminino e masculino brilharam em quadra. Porém, na madrugada de domingo (4), um corpo foi deixado em uma das ruas mais movimentadas da cidade e acidentes levaram a vida de jovens nas estradas. Como está no verso, isto aqui é um pedacinho do Brasil.
A nossa cidade não foge do que acontece em outros municípios, principalmente os maiores, atingidos por altos índices de criminalidade. Nos acidentes automobilísticos nas pistas, falta saber se falta mais segurança nas rodovias ou aprimoramento dos veículos e da maneira de dirigir para poupar mais vidas. Os carros estão cada vez mais velozes e avançados, mas a fragilidade permanece.
Nesta terça-feira (6), começa uma das maiores feiras agrícolas da região, a Feacoop, realizada pelas cooperativas Coopercitrus e Sicoob Credicitrus. Pelo desempenho das vendas se perceberá o rumo do país. Os agricultores são responsáveis pela manutenção da estabilidade do Real e pelos números positivos da balança comercial. Se eles forem mais moderados nas compras de insumos e máquinas, o país pode colocar o pé no freio da economia, porque produtores rurais não arriscam.
Talvez, o melhor seria se as máquinas administrativas e esferas de governo inspirassem-se na sincronia do esporte. Não existe time feito de uma pessoa só. Não deveria estar separado, o Brasil industrial do mundo rural. Um depende do outro. Como não dá para entender, no governo federal, que possa existir ministérios da Agricultura e da Reforma Agrária, separados. Qualquer pessoa sensata sabe que só a união faria bem para os agricultores. Entretanto, a manutenção das duas estruturas só atende interesses políticos. Como também não dá para entender como ainda permanece neste país, a separação entre polícias civil e militar. A junção, além de resultar em mais eficiência seria economicamente melhor para um país sustentado pelo campo. Tudo isto é lógico, mas a classe dirigente política sequer sabe plantar batatas. A única coisa que sabe decor e salteado é dar uma banana para quem produz.

Publicado na edição nº 9580, dos dias 6 e 7 de agosto de 2013.