A doce saudade do pai

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Que já foi dolorida e sofrida e que hoje vem como uma suave lembrança de sua forte presença. Elegante e altiva.
O Dia dos Pais comemorado neste domingo traz consigo, inexoravelmente, a falta do pai que já partiu, mas também, paradoxalmente, traz sua presença mesmo que ausente.
Porque são tão vivas e tão marcantes as lembranças da nossa convivência, que vivo ele parece estar.
Vivendo hoje o dia-a-dia da sua filha mais velha, a Gazeta de Bebedouro, este pai serve como inspiração na hora de criar; como exemplo na hora de fazer bem feito; de conforto na hora de chorar; de incentivo na hora de lutar; de ânimo na hora de levantar; de alicerce na hora de continuar contando a história de Bebedouro.
Por insistir em manter sua presença através de seus feitos, a Gazeta ganhou um Memorial com objetos, fotos, móveis, pertences, documentos e muita história pra contar em milhares de páginas impressas, compiladas e à disposição do povo da cidade que este pai tanto amou.
Tão frágil diante da sua grandeza, me agiganto para defender os valores e os princípios que herdei de seu
DNA.
Ao mesmo tempo, neste cenário caótico do país, com economia em baixa e corrupção em alta, melhor mesmo você não estar mais por aqui. Seu sofrimento seria quase insuportável. Trazendo para as cercanias da nossa cidade não seria diferente, também haveria sofrimento, com tanta vaidade correndo solta e com tão poucas mãos para ajudar a modelar. Com tantas bocas a proliferar maldades e faltando quem aplauda. Pensando bem, nem precisava bater palmas, bastava não puxar pra traz.
Tempo melhor o seu.
Onde foi possível unir homens de boa vontade para desatar nós, construir caminhos, levantar paredes. Deu no que deu… progresso.
Tempo bem melhor o seu.
Que saudades de você, Juca Caldeira, meu pai.