Agronegócio e abertura de capital

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Uma temporada de euforia no mercado de capitais, fomentada pela recuperação econômica, cumulada com a profissionalização do agronegócio nacional tem levado mais companhias a abrir o capital na B3, a bolsa de valores do Brasil.

Empresas maduras, como SLC Agrícola, Terra Santa e BrasilAgro, assim como novatas no mercado de capitais, tais como a Boa Safra Sementes e a Três Tentos, abriram capital na B3 e surfaram momentos de pujança do mercado, valorizando suas marcas, atingindo novos patamares de governança e gestão, além de obterem nova fonte de financiamento de suas operações, tirando importantes projetos de expansão da gaveta e fugindo dos juros abusivos praticados pelo mercado bancário em geral.

Em breve, pesos pesados do agronegócio brasileiro devem também abrir capital na B3. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, já está em tratativas avançadas para o IPO (oferta pública inicial de ações, em inglês) e deve levantar algo em torno de R$ 7 bilhões, valor recorde de captação via oferta de ações. Na lista de espera, constam ainda empresas respeitadas no segmento, tais como Agrogalaxy e a AgriBrasil.

Assim, a presença cada vez maior de companhias do agronegócio na B3 é importante para o segmento, pois reforça a boa imagem e gestão do setor para os investidores domésticos e estrangeiros, atraindo capital e abrindo novas possibilidades de financiamento.

(Colaboração de José Mário Neves David, advogado. Contato: jd@josedavid.net).   

Publicado na edição 10.597, 31 de julho a 3 de agosto de 2021