Antigas histórias

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Antonio Carlos Álvares da Silva

Algumas pessoas não entenderam o título do meu último artigo, “Presentão de grego”. Outras o ligaram à atual situação da Grécia, que não paga sua grande dívida com a União Européia, ameaçando a estabilidade do continente. Mas, a origem da expressão é muito mais antiga e tem um misto de história e lenda. Foi contada na “Odisséia” por Homero, há milhares de anos, quando a Grécia era formada por vários reinos independentes. Aprendi essa história na minha juventude e é possível, que meu relato contenha erros e omissões. Lembro, que seu início foi o rapto de Helena, rainha de um dos reinos da Grécia, pelo rei de Tróia. Em decorrência, os gregos, comandados por Odisseus (seu nome foi traduzido para Ulisses) rei de Ítaca, chefiou uma expedição, para invadir Tróia e resgatar a rainha. Acontece, que Tróia era uma fortaleza., erguida com vários paredões e tinha uma poderosa defesa. Os gregos não tinham como invadi-la. Então, Odisseus, conhecido por sua astúcia, construiu um enorme cavalo de madeira, em cujo ventre poderiam se alojar dezenas de soldados. Levou esse cavalo até as proximidades de Tróia, simulou desistir da invasão e retirou-se para além da visão dos sentinelas de Tróia. Ao notar a falsa retirada dos gregos, os troianos ficaram intrigados, com aquele enorme cavalo, deixado nas proximidades de seu castelo. Como ele era vistoso e não aparentava apresentar risco, acabaram por carregá-lo, para dentro das muralhas. Na calada da noite, os soldados, escondidos no ventre do cavalo, saíram em silêncio e abriram os portões da fortaleza, permitindo a entrada do exército de Odisseus. Na batalha, os gregos venceram os troianos. Daí em diante esse cavalo passou a ser conhecido como “Presente de Grego” e essa expressão persiste até hoje. Fui conduzido a lembrar essa história, no momento em que a presidente Dilma, sem assunto político, tomou como assunto de seu governo, exaltar repetidas vezes, as virtudes da mandioca. Daí, fiz uma associação de ideias e imaginei uma brincadeira: Quem sabe, daqui 5 mil anos, a mandioca não se transforma na marca do PT?

(Colaboração de Antonio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).