Aperto

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Só que de emoção… foi o que sentiram as pessoas que vivenciaram as apresentações musicais no Hospital Estadual de Bebedouro. Indo às lágrimas, os profissionais da saúde e os pacientes, acompanhados pela Gazeta, puderam sentir quão importantes são num contexto tão avassalador.

 

Sem noção

É desanimador ver que a própria população não valoriza, não preserva, não cuida do que lhe pertence. Em menos de 24 horas da reforma dos abrigos de ônibus e já teve malfeitor pixando um deles, o da avenida Raul Furquim. E ainda reclamam que a cidade é descuidada. Tomara que os gestores públicos não sintam que tudo é em vão.

 

Cocô

Não são as folhas caídas das árvores no outono que devem ser varridas do mapa. É preciso ter olhos para enxergar as fezes dos pombos que lotam os assentos dos bancos das praças, fazendo com que percam sua função. A solução encontrada foi sentar-se na beirada do canteiro, como a senhora da foto.

Frase da semana

“Os anais da lei tentam descobrir como se investiga uma opinião”.

Ruy Castro, jornalista, sobre abertura de inquérito pela PF para apurar declaração do articulista na Folha de São Paulo sobre o presidente Jair Bolsonaro.

Jornalista X Covid

Levantamento da Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) aponta a ocorrência de 86 mortes de jornalistas vítimas da Covid-19, no exercício da profissão, nos três primeiros meses deste ano, o que dá uma média de 28,6 mortes de jornalistas ao mês, tendo superado os registros do ano passado inteiro, de 78 óbitos. Os estados com maior número de mortes de jornalistas são Amazonas, Pará e São Paulo, com 19 ocorrências cada, seguido do Rio de Janeiro (15) e Paraná (13).

Jornalista X Covid 2

A maioria dos casos é na faixa etária de homens entre 51 e 70 anos. As jornalistas mulheres representam 9,8% das vítimas fatais.
“Assim como os profissionais da saúde, a categoria dos jornalistas também está se sacrificando para garantir informação de qualidade para a população brasileira. Os números são alarmantes, mas vamos continuar cumprindo nosso papel, porque informação verdadeira também ajuda a salvar vidas”, afirma Maria José Braga, presidente da Fenaj.

Nada a comemorar

Justamente na semana em que se comemora o Dia do Jornalista, 7 de abril, relatório do governo Biden destaca agressões à imprensa no Brasil, divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano, cujo relatório anual sobre Direitos Humanos destacou o recrudescimento das ameaças à liberdade de imprensa no Brasil.

Nada a comemorar 2

O documento citou relatório da ONG Repórteres Sem Fronteira, apontando que o presidente Jair Bolsonaro criticou a imprensa, verbalmente ou em redes sociais, 53 vezes no primeiro semestre de 2020. E também mencionou entrevistas do presidente em frente ao Palácio do Alvorada, destacando que vários jornalistas foram submetidos a agressões verbais nestas ocasiões. Até a decisão dos órgãos de imprensa de suspender a cobertura destas entrevistas informais por falta de segurança foi destacada pelo relatório.

Embate

Na sessão da Câmara de 5 de abril, o embate entre o vereador Chanel e o presidente Jorge Cardoso renderam farpas para todos os lados. Ao se referir à contratação pela prefeitura, da Fundação José Arthur Boiteaux da Universidade Federal de Santa Catarina, com dispensa de licitação, quando o assunto era a discussão de votação de outro projeto, Chanel foi advertido por Cardoso que seguisse o regimento da Casa. Na Palavra Livre, Chanel volta ao assunto e, com ironia, deu votos de “melhor presidência” a Cardoso, e completou, “a condução não é fácil, é preciso conversação e não imposição. Não vou entrar em embate… não preciso provar nada para ninguém”.

Embate 2

Na sua vez de falar, Jorge Cardoso explicou que a dispensa de licitação é legal porque a Fundação tem fé pública. E exemplificou que Chanel tem conhecimento deste expediente, porque já havia feito uso dele enquanto presidente, ao contratar uma Fundação sem licitação para fazer estudo sobre Plano de Carreira dos servidores da Câmara, por R$ 100 mil. O presidente só não citou, mas eu dou ênfase aqui, que esta contratação está nas mãos do Ministério Público para investigação, cuja denúncia partiu dos próprios servidores, já que a Casa tem Plano de Carreira efetivado. Cardoso mostrou na Tribuna, o pacote contendo o estudo.

Brincadeira tem hora

Na sequência, a vereadora Mariângela Mussolini, aos risos, disse ao presidente que, ao ver o pacote do estudo, pensou que seriam ovos de Páscoa que ele distribuiria aos presentes. Hora de brincar?

A grama do vizinho…

Ao ocupar a Tribuna novamente, Chanel enalteceu o prefeito de Chapecó com vídeo e tudo. E de novo, o que se vê é a prática da valorização do alheio: a casa do vizinho é mais bonita, a grama do jardim da vizinha é mais verde, o carro do cunhado é mais novo… e assim por diante. Contestado por várias evidências relatadas na grande mídia, nem vou entrar no mérito dos métodos do prefeito da cidade que nem nossa vizinha é, mas vou sugerir ao vereador que olhe para cima e enxergue o prédio erguido a que deu-se o nome de Hospital Estadual de Bebedouro. Se quiser conhecer profundamente a realidade para valorizá-la, que ele faça uma visita à maior conquista da cidade, talvez dos últimos 30 anos. O resto é conversa pra boi dormir, só pra ficar com os ditos populares.

Melhor desenhar

A vereadora Ivanete Xavier fez contas, baseando-se na matéria da Gazeta, sem citar a fonte, é claro, sobre a contratação da Fundação da Universidade Federal de Santa Catarina. Fazendo cálculos de quanto custa um curso desta ordem, a vereadora quis desqualificar a contratação. Mas, sempre tem o mas, a vereadora de novo, faz a análise que convém ao seu discurso. Vamos explicar novamente: O certificado de pós-graduação que servidores obterão, não são o foco do contrato, trata-se de valor agregado apenas como estímulo para envolvê-los. O cerne do estudo é a recuperação tributária. Como contadora, Ivanete Xavier teria todos os subsídios para entender do assunto, mas…

Aprovação

Vereadores ratificam e votam favoráveis ao protocolo de intenções firmado entre municípios do país para aquisição de vacinas, insumos e medicamentos frente à pandemia, através de consórcio com sede em Brasília, visando agilizar os processos de compras, que poderão ser regionalizados.
Os recursos virão dos cofres municipais, dos estados e da União, mas podem contar também com doações da sociedade civil. O consórcio vem sendo construído pela Frente Nacional de Prefeitos desde que o STF autorizou a compra de insumos e vacinas por estados e municípios.

Aprovação 2

Na sessão de 5 de abril, em segundo turno, como exige a lei orgânica, vereadores aprovaram permissão de realização de sessões remotas, com oito votos favoráveis e três contrários (Chanel e Paulo Aurélio Bianchini, ambos do SDD, e Ivanete Xavier, PSDB). Pela proposta, as sessões poderão ocorrer remotamente, parcial ou total, se houver impedimento de acesso físico à Câmara, podendo ser de ordem sanitária devido à pandemia para adequar-se sem colocar em risco a saúde de vereadores e servidores.

Publicado na edição 10.569 de 10 a 13 de abril de 2021.