

No sábado passado, 23/5, lá pelas 13h, eu estava me organizando para finalizar o artigo que seria publicado na edição da Gazeta de hoje.
Era uma tarde preguiçosa e eu dividia minha atenção em três afazeres: 1) ouvindo música, vinda da Alexa; 2) juntando papel, lápis, borracha, etc; e 3) dando a primeira olhada no Estadão do dia.
No Caderno 2 do jornal, chamou-me a atenção o título, Eu digital, crônica escrita pela jornalista Alice Ferraz, em que ela se referia a si própria, de forma original e sofisticada, que até então eu desconhecia.
A jornalista relatou que seu terapeuta sugeriu criar uma persona pública e explicou que “a persona seria como uma máscara que usaria para interagir com o mundo social”. De início, achou que seria hipocrisia ter duas personalidades, mas hoje considera que o conceito de persona é um “elo poderoso e necessário no mundo de um adulto funcional”, o que mudou sua carreira.
Ela seguiu sua crônica, dizendo que se tornou necessário ter mais de uma persona na sua vida profissional e “que agora, em 2026, o mundo digital é uma realidade e personas digitais se multiplicam, postando online suas vidas editadas e criadas para o mundo virtual, consumidas pelo mundo real”.
Resolvendo questões antigas
Devo dizer que não finalizei o texto que seria publicado hoje. Preparei este e agora vou facilitar o entendimento do termo persona: é palavra latina e meu dicionário latim-português, traz:
Persona, ae (plural) – s.f. (substantivo feminino) – máscara; personagem; figura; papel (teatro).
Nas situações do passado, mencionados acima, o meu desconhecimento do termo persona, na época, deixou questões em aberto e que agora estou completando.
Seguem abaixo, como exemplo, três situações em que isto ocorreu.
Aconteceu nos hospitais de Bebedouro, ao observar o trabalho das enfermeiras. Fiquei imaginando quem seriam aquelas pessoas, após o horário do expediente. Entendi então que quem estavam na enfermagem eram as personas das enfermeiras.
Outra ocorrência foi na TV. Por acaso assisti Ney Matogrosso sendo entrevistado e guardei este trecho do que ele disse: “não sou eu quem estava no palco. Era minha persona”.
Não sabendo, na época, o significado de persona, fiquei sem entender, o que agora ficou claro.
Outra situação ocorreu comigo, quando era Diretor de uma Usina de Açúcar na região. A cada final de ano os Diretores recebiam cartões de boas festas e uma ou duas generosas cestas de Natal. Fui transferido, como Diretor para outra empresa do grupo e não mais recebi presente algum. Agora entendi que os presentes eram destinados à persona do Diretor Agrícola, e não para mim.
Prezada leitora e prezado leitor, vou ficando por aqui e espero que tenham entendido e apreciado este texto.
(Colaboração de José Mário Paro, produtor rural).
Publicado edição 11.009, sábado a quarta-feira, 30 de maio a 3 de junho de 2026 –101




