Governo anuncia reativação do ramal ferroviário em Bebedouro

Estudos clínicos indicam que 35% dos nove mil voluntários que tomaram a vacina CoronaVac apresentaram apenas reações leves, afirma Estado.

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Desenvolvimento – O presidente da Rumo Logística, João Alberto Abreu, afirma que com os investimentos e modernização da Malha Paulista, São Paulo volta ao protagonismo como principal eixo de ferrovia do país. (Divulgação/Governo de SP)

O governo estadual anunciou, na segunda-feira (19), a reativação do ramal ferroviário Colômbia-Pradópolis (158,6 km), incluindo entroncamentos logísticos entre Bebedouro e Barretos. A obra faz parte do pacote de R$ 6 bilhões de investimentos na reestruturação da malha ferroviária do Estado de São Paulo.
O anúncio faz parte do ‘Retomada 21/22’, plano anunciado, na sexta-feira (16), para impulsionar a economia do Estado. A modernização irá gerar 134 mil empregos diretos e indiretos ao longo da concessão, com grande parte das obras sendo concluída nos seis primeiros anos, proporcionando expansão da capacidade da ferrovia de 35 milhões para 75 milhões de toneladas por ano.
“Estão previstas duplicações, reativações de trechos inativos, ampliação de pátios e modernização total da ferrovia. Esta ação solidifica a posição do Estado de São Paulo como principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro, levando desenvolvimento e geração de emprego e renda para o Estado”, afirmou João Doria, em coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes.
O empreendimento, realizado pelo Grupo Rumo Logística, atenderá 72 municípios paulistas, beneficiando cerca de 5 milhões de pessoas com maior segurança viária.
Segundo o presidente da Rumo Logística, João Alberto Abreu, a Malha Paulista forma, com a Malha Norte, o principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro. “Estas duas malhas conectam a cadeia produtiva do Centro-Oeste do país ao Porto de Santos. Com os investimentos anunciados em São Paulo, serão recuperados dois ramais desativados: Colômbia-Pradópolis (185,6 km) e Panorama-Bauru (369,1 km), que cortam o estado em direção ao Porto de Santos. No primeiro caso, o ramal passa por entroncamentos logísticos em Bebedouro e Barretos; no segundo, atravessa cidades como Bauru e Dracena”, ressaltou Abreu, completando: “Com os investimentos e modernização da Malha Paulista, São Paulo volta ao protagonismo como principal eixo de ferrovia do país”.
Estão previstas duplicações e reativações de trechos, ampliação de pátios, modernização da via e melhora na mobilidade das cidades cortadas pela ferrovia (contornos ferroviários, viadutos, passarelas).
Além disso, os investimentos eliminarão conflitos entre ferrovia e zonas urbanas em 32 municípios paulistas, entre eles Campinas, Catanduva, Cubatão, Limeira, São Carlos, São José do Rio Preto e Votuporanga.
Em maio, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Rumo Logística assinaram a renovação antecipada da concessão ferroviária da Malha Paulista.
O contrato original, que venceria em 2028, foi renovado por mais 30 anos, mediante contrapartidas. Pelo acordo, a Rumo deverá investir mais de R$ 6 bilhões em obras, trilhos, vagões e locomotivas, que serão realizados nos primeiros cinco anos de contrato.
A Malha Paulista é responsável pelo transporte de soja, farelo de soja, milho, açúcar, combustíveis, fertilizantes, celulose, minérios e contêineres.

CoronaVac
“É a vacina mais segura neste momento não só no Brasil, mas no mundo”, declarou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, na coletiva de segunda (19).
De acordo com o Estado, estudos clínicos indicam que 35% dos nove mil voluntários no país, com idade entre 18 e 59 anos, apresentaram reações adversas leves à CoronaVac, como dor no local da aplicação (19%) ou dor de cabeça (15%).
Na segunda dose, as reações adversas mais comuns foram dor no local da aplicação (19%), dor de cabeça (10%) e fadiga (4%). Febre baixa foi registrada em apenas 0,1% dos participantes. Não houve registro de efeito colateral grave durante a testagem.
Segundo o Butantan, a partir deste mês, a testagem do potencial imunizante contra o coronavírus está sendo ampliada para voluntários idosos, portadores de comorbidades e gestantes.
“O Brasil precisa de paz, amor e vacina para salvar os brasileiros. Entendo que a vacina deve ser aplicada a todos os brasileiros, para salvar a vida de todos. Não estamos em uma corrida eleitoral ou ideológica”, declarou João Doria, indagado por jornalista sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre a não obrigatoriedade da vacina.

 

Publicado na edição nº 10527, de 21 a 23 de outubro de 2020.