IEPC Instituto Estadual de Educação Dr Paraíso Cavalcanti – Bebedouro

Dymiro Vita

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Waldomiro Almeida Junior, bebedourense de coração, engenheiro civil com atuação em barragens e usinas hidrelétricas, atualmente como consultor técnico

Em 1965 eu concluí o quarto ano do primário no Grupo Escolar Coronel Conrado Caldeira. Portanto, eu deveria ter feito o exame de admissão ao ginasial. Entretanto, por questões não muito bem explicadas para mim, eu tive que cursar um quinto ano do primário em 1966, curso que era inexistente no currículo do grupo escolar.

Foi então construída uma classe especial no pátio do Grupo Escolar Abilio Manoel. A professora era dona Edmeia Cardassi. O diretor do Abílio Manoel era o sr João Madeira, são paulino.

No final de 1966, pude então fazer o exame de admissão ao ginásio para ingressar em 1967 no primeiro ano do ginasial no IEPC Instituto Estadual de Educação Dr Paraíso Cavalcanti, que ficava no final da rua Antônio Alves de Toledo, mesma rua em que eu morava. Cerca de um quilômetro de casa, que eu percorri durante 7 anos. O tio Lauro (Kfouri) falava pra minha mãe que eu tinha que estudar muito. Foi com todo esse temor que iniciei a primeira série do ginásio no período da tarde. Levei a sério o que o tio Lauro falou e só fiquei de matemática para exame. A professora era dona Eulália, de pouca didática, esposa do professor Abílio Valente, o melhor professor de matemática que eu tive no Ginásio. Na minha classe me recordo de alguns colegas: Ado, Paulinho Pimentel, João Batista Vilela (Quebra-Queixo), Juan Loureiro Cox (Gavião), Zé Lino, Maria Inês Habib, Iara Tribst, Bernadete Moreira, Eliane Arruda, Márcia Dib,  Messehia Ismael e muitos outros.

Na segunda série também no período da tarde eu já tinha entendido a dinâmica da escola e comecei a relaxar um pouco nos estudos, apesar de minha mãe em casa me cobrar diariamente. Me lembro que na classe da segunda série tinha a Maria Inês Lino, irmã do Zé Lino. Alguns professores tinham o hábito de pedir para os alunos levarem as provas para os pais assinarem. Descobri que a Maria Inês Lino tinha a letra parecida com a da minha mãe. Portanto quem assinava pela minha mãe era a Maria Inês. Montamos um grupo para representar para as outras classes a Independência do Brasil. O Ado fazia D.Pedro e eu fazia o mensageiro. Toda vez que o Ado desembainhava a espada e gritava “Independência ou Morte”, nós não aguentávamos e caíamos na risada.

Na terceira série do ginásio fui estudar de manhã e conviver com novos colegas. Não se pode deixar de lembrar do pão com molho que comíamos no recreio na cantina da dona Dilaura e do Pelocha. Achava a Ana Madeira, a menina mais bonita do ginásio. Ela tava sempre junto da Lucy Zacarelli, irmã do Bano. Até o final do colegial convivi com bastante colegas, sendo que alguns ficaram amigos: Miguelão Kfouri, Casé Pellegrino, Paulão Penna, Zé Beleza, Rui Janini, Waltinho Miglino, Zé Paulo, Miltinho Graziadei, Fernando Luppi, Rubinho Stamato, Wardner Maia, Tadeu, Norberto Medeiros, Itamar Simões Corrêa (filho do professor Nilo) e tantos outros. Acho que não vale a pena citar os professores que eu não gostava. Dentro daqueles que merecem ser lembrados, figuram em primeiro lugar o tio Lauro, uma unanimidade. Professores de português como Inês Habib e Zé Moreira, muito queridos. Mérito ao professor de matemática Abílio França Valente, de didática excelente e bom no trato com os alunos. Professor de matemática Mário, que era pastor protestante numa igreja na Brandão Veras. Professora de História Eliane de Vito e professora de inglês Maria Alice Amaral, muito queridas. Um fato muito triste foi a morte em um acidente de carro na rodovia Washington Luiz da professora de matemática Regina Campanelli, em maio de 1970, que foi minha professora em 1969. Trouxe bastante comoção em todo o ginásio e na cidade. Tempos saudosos que não voltam mais.

(Colaboração de Waldomiro Almeida Junior, bebedourense de coração, engenheiro civil com experiência em barragens e usinas hidrelétricas, atualmente atuando como consultor técnico).

Publicado na edição 11.044, quarta, quinta e sexta-feira, 28, 29 e 30 de outubro de 2026 – Ano 102