O poder é doce e o PT gamou

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Antonio Carlos Álvares da Silva

Nem sempre a coerência é uma virtude. Quando, quem a pratica, procura sempre o erro, ela pode ser uma fonte de imoralidade. É o caso do PT. Sempre foi financiado por empreiteiras, no custeio de seus gastos de toda a sorte. Quando a Operação Lava Jato começou a processar e prender os diretores dessas empresas e os dirigentes petistas, Lula e sua equipe passaram a afirmar, que a Operação Lava Jato era a causa da enorme crise econômica brasileira. Em seguida, Dilma editou Medida Provisória, que autorizava essas empreiteiras a firmar os chamados de acordos de leniência, pelos quais elas poderiam continuar a celebrar novos contratos de obras, com o governo. Dessa forma, a lei, que pune tais empreiteiras, com a proibição de contratar com o governo, foi praticamente revogada. Continuando a fazer obras, elas continuariam a financiar o PT. E, para completar, um deputado do PT apresentou um projeto de lei no Congresso, que dificulta a celebração das chamadas Delações Premiadas. Quem está preso, não poderá mais celebrá-las. Tudo errado, mas, com coerência. Porém, o PT foi apeado provisoriamente do poder. Precisou mudar de tática. A primeira providência está na defesa apresentada por Dilma contra seu impeachment no Senado. Nessa defesa, está alegado, que o objetivo de seu afastamento é prejudicar a Operação Lava Jato, quando recebeu a delação de Sérgio Machado, acusando políticos do PMDB e seus aliados. Não quer deixar o governo, de jeito nenhum. A maior prova disso está no documento, publicado recentemente, que faz uma análise, do porque o PT está perdendo sua popularidade. Lá, está escrito, com clareza solar, que seu objetivo principal nunca foi beneficiar os mais pobres. Apenas, se perpetuar no poder. Transcrevo abaixo, o trecho mais explícito desse documento de desamor da moralidade:
“Fomos igualmente descuidados com a necessidade de modificar os currículos das academiar militares, promover oficiais, com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamarati e REDIMENSIONAR SENSIVELMENTE A DISTRIBUIÇÃO DE VERBAS PUBLICITÁRIAS PARA OS MONOPÓLIOS DE INFORMAÇÃO.” (Estadão, 2-6-16 – A2).
Não é preciso nenhuma perspicácia: A meta era inculcar nos novos futuros oficiais militares, na cúpula do Itamarati e funcionários chaves sua ideologia de poder especialmente com a cooptação da Mídia. Tradução: Realizar uma lavagem cerebral nos órgãos mais importantes para seu objetivo.

(Colaboração de Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense).

Publicado na edição nº 9996, de 11, 12 e 13 de junho de 2016.