Reformas estruturais, crise e o agronegócio

José Mário Neves David

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Dados recentes de estudo promovido pela IPC Marketing, grupo especializado em análises de dados do consumo, indicam que o agronegócio brasileiro abriu aproximadamente 44 mil novas empresas desde abril de 2021. Considerando todos os elos da cadeia produtiva (setores primário, secundário e terciário da economia), o agronegócio foi o único macro setor da atividade econômica nacional a indicar aumento da quantidade de abertura de firmas, comparativamente aos demais grupos e setores que compõem o PIB do país.

Em termos gerais, o segmento do comércio apresentou fechamento real de empresas no período estudado, com redução de 9,7% na participação do total de firmas do país. Na indústria, houve decréscimo de 5,7% dos CNPJ’s, ao passo que no setor de serviços, que domina as atividades produtivas nacionais, houve queda de 3,9% no total de empresas. O agronegócio segue com saldo positivo, apesar da crise e dos problemas domésticos e internacionais, atualmente com 764 mil empresas ativas. Vale destacar que parcela significativa dos produtores exploram a atividade rural na pessoa física.

Os dados acima indicam que determinadas reformas estruturais implementadas, tais como a reforma trabalhista e a simplificação de abertura de empresas, têm gerado efeitos positivos no segmento do agronegócio, com aumento da diversificação de negócios e geração de empregos em escala.

(Colaboração de José Mário Neves David, advogado e consultor. Contato: [email protected]).

Publicado na edição 10.695, de sábado a terça-feira, 27 a 30 de agosto de 2022.