Deferências

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(Divulgação Governo do Estado de SP)
(Divulgação Governo do Estado de SP)

O ex-presidente FHC participou de coletiva no Palácio dos Bandeirantes, a convite do governador Doria para falar sobre vacinação. Tanto Doria como o secretário estadual de Saúde receberam o eterno presidente com honras e distinção. Nada mais merecido.

 

(Gazeta)

Ilustre

O Memorial da Gazeta de Bebedouro recebeu a visita do secretário municipal de Educação, Hélio dos Santos. Como estudioso e educador, parece ter apreciado o que viu. Agradecemos ter aceito nosso convite.

Frase da semana

“O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós”.

Jair Bolsonaro, ao cancelar anúncio do Ministério da Saúde, do protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, em pronunciamento um dia após ao do ministro Pazuello.

Publico novamente esta frase para que ninguém esqueça o que disse o presidente do Brasil, quando seu ministro da Saúde disse que compraria a vacina do Butantan e ele o fez desfazer a compra, em outubro de 2020.

Reflexos
As Universidades de Cornell e de Harvard, nos Estados Unidos, publicaram neste mês de janeiro, resultados preliminares de estudo comparativo entre 16 países, do impacto às respostas governamentais relacionadas a saúde pública, economia e política durante a pandemia da Covid-19.
O Brasil está entre os países que mais chamaram atenção no estudo. Para Alberto Urbinatti, pesquisador da Unicamp que integra a equipe, “a Covid-19 explicitou e aprofundou questões pré-existentes em cada país. Isto fica bastante evidente no caso brasileiro: uma intensa polarização política pré-existente deu o tom das respostas à pandemia, principalmente no que diz respeito às controvérsias que surgiram em torno das responsabilidades federal, estadual e municipal com as medidas de combate à Covid-19”.

Reflexos 2
O relatório preliminar do estudo apresentou 3 tipologias diferentes de pensar as relações entre as respostas à pandemia e a forma como a sociedade aceitou ou reagiu a elas. Brasil, Índia, Itália, Reino Unido e Estados Unidos representam os maiores fracassos de resposta à Covid e, por isso, foram classificados como países “caóticos”. China, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan como “de controle”. Alemanha, Austrália, Áustria, França, Japão, Holanda e Suécia como “de consenso”. Pesquisadores de cada um desses países colaboraram com estudos de caso para a comparação.

Vacinação
A Secretaria de Saúde de Bebedouro tem feito um bom trabalho na distribuição da vacina contra Covid-19. Pena que a quantidade seja tão pequena e por isso, vá levar tanto tempo para minimizar os riscos da doença. Quanto mais vacina, mais rapidamente o Brasil poderá retomar suas atividades. Só não sabe disso o presidente do país e seu ministro da Saúde e um tempo precioso está sendo jogado fora. A remessa de doses que chegou à cidade na tarde de terça (26), acabou na manhã de quarta (27). Estamos aguardando os novos lotes e a Gazeta vai seguir acompanhando os próximos públicos prioritários a serem imunizados.

Vacinação 2
O funqueiro Mc Fiotti, com seu clipe Bum Bum Tan Tan, fez mais pela vacinação que os envolvidos na saúde federal com discurso negacionista. O clipe gravado no próprio Instituto Butantan, com participação espontânea de funcionários da instituição, estourou nas redes sociais, para alegria de Fiotti.

Abate
A Suécia vai abater cerca de 1,3 milhão de aves depois que casos de influenza aviária foram encontrados em uma granja no sudoeste do país, segundo o Conselho de Agricultura local.
A variante H5N5 da gripe aviária foi descoberta no maior produtor de ovos da Suécia, perto da cidade de Monsteras, em 18 de janeiro.

China e Brasil
A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) autorizou na semana de 20 de janeiro, a retomada das exportações dos produtos de dois frigoríficos da JBS, ambos do Rio Grande do Sul, de carne suína, em Três Passos, e de carne de frango, em Passo Fundo. Além dessas unidades, a China também autorizou o retorno das exportações de carne suína da unidade da Aurora, em Chapecó, em Santa Catarina.
Em abril do ano passado, a unidade de Passo Fundo da Seara, da JBS, foi investigada pelo Ministério Público do Trabalho por um surto de Covid-19 entre seus trabalhadores, e em agosto, o próprio Ministério da Agricultura suspendeu as vendas da unidade para a China.
Em nota, a JBS disse que a medida refletiu o trabalho da empresa “em implementar os mais altos níveis sanitários e de qualidade”. Atualmente, a empresa mantém no Brasil, 25 unidades habilitadas para exportar à China.

Adiada
Noticiei neste espaço, que a Zona Azul voltaria a normatizar o estacionamento no centro, a partir de 1 de fevereiro, depois de quase um ano de paralisação por causa da pandemia. E justamente o recrudescimento da pandemia e consequente aumento de casos, que levou Bebedouro para a fase vermelha do Plano SP, vai adiar a decisão. Segundo o diretor de trânsito, Archibaldo Brasil Camargo, com as novas regras mais restritivas ao comércio, a retomada da cobrança da Zona Azul foi adiada para 18 de fevereiro.

Honrada
O programa Elas da RBFM, das âncoras Adriana Galvão e Heire Montagner, me fez o delicado convite para participar de debate sobre “Liberdade de Expressão e Fake News”. Uma oportunidade impar para estar e discutir com gente inteligente. Obrigada meninas, pelo convite, pelos adjetivos e pelas horas agradáveis de estar em tão boas companhias.

 

Gazeta debate liberdade de informação e fake news no ‘Elas na RB’

Representada por sua diretora, a jornalista Sarah Cardoso, Gazeta participa da discussão sobre temas ligados à comunicação. 

A jornalista, publicitária e diretora da Gazeta de Bebedouro, Sarah Cardoso, foi a convidada do programa ‘Elas na RB’ de quarta-feira (27), veiculado através da Rádio Bebedouro pelas ondas do rádio e com transmissão ao vivo pela internet. Convidada pelas apresentadoras Heire Montagner e Adriana Galvão, Sarah Cardoso representou a Gazeta, falando sobre o tema ‘Liberdade de informação e combate às fake news’.
Formada na ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes), a jornalista relembrou que desde que assumiu a direção da Gazeta, a pedido da mãe, Sarah Pacheco Cardoso, imprime em seu trabalho os preceitos aprendidos na faculdade e mantém viva a memória dos pais, em especial, o também jornalista José Caldeira Cardoso (Juca Caldeira). Emocionada, a diretora disse: “minha referência no jornalismo é Juca Caldeira”.
Sobre a Gazeta, Cardoso destacou que seu papel principal é dar voz à Bebedouro: “Nunca tivemos a pretensão de tornar a Gazeta um jornal de alcance nacional, porque queremos que os bebedourenses tenham voz e representatividade através dela. Nosso foco é Bebedouro e é por Bebedouro que a Gazeta existe”, emociona-se.
Durante a entrevista, a diretora ressaltou também o papel da Gazeta, “que além do profissionalismo e da vontade de trazer à tona as informações que beneficiem a cidade que ama, tem como motor de sua existência, a credibilidade. E é por esta credibilidade que eu vivo. Se eu tiver que ferir a credibilidade da Gazeta por interesse próprio, prefiro morrer”.

Fake news
“A expressão americana que significa, literalmente, notícia falsa, se contradiz logo no nome, porque aprendi que notícia é sempre verdadeira. Se é falso, não é notícia”, afirma Cardoso, acrescentando que as falsas informações disseminadas estão sempre a serviço de um propósito ou de um alguém.
Para a diretora da Gazeta, a disseminação de informações falsas vai de encontro com a falta de formação intelectual dos brasileiros: “Pessoas não vão além da manchete, não se preocupam em checar informações. Se a manchete diz algo que elas acreditam, instantaneamente replicam e seguem com a vida, sem perceber que aquela informação pode prejudicar a reputação de outro”.
Thais Junqueira Franco, que participou da entrevista direto da Inglaterra, questionou se há desconfiança nas instituições, já que pessoas “preferem acreditar no vizinho, que em pesquisas da Universidade de Oxford’, exemplificou. Para a jornalista, a suscetibilidade em acreditar nestes boatos varia de acordo com o nível intelectual de cada um: “Se te serve acreditar no boato do vizinho, provavelmente você não tem condições de compreender uma pesquisa de Oxford. O que só reforça a desigualdade e a falta de instrução de grande parte da população brasileira”.
Questionada por Rodolfo Cabral sobre a maior divulgação de fake news entre os jovens, Cardoso analisa que a disseminação seja ainda maior, considerando que a juventude é imediatista e está habituada a informações rápidas, sem se preocupar em avaliar o conteúdo.
Para exemplificar o impacto das fake news, a jornalista citou matéria divulgada pelo jornal estadunidense Washington Post, que levantou que, após a exclusão do ex-presidente Donald Trump das redes sociais, as fake news sobre fraudes nas eleições americanas diminuíram 70%. “Guardadas as proporções, vivenciamos a mesma situação no Brasil. O Governo Bolsonaro é o maior disseminador de notícias falsas, e para isso, ofendem aqueles que têm credibilidade, os jornalistas. Na terça (26), a ONG Jornalistas Sem Fronteiras computou em 2020, 580 ofensas feitas a jornalistas brasileiros, dos quais, 85% vieram da família Bolsonaro. É a primeira vez que os jornalistas brasileiros estão sendo maltratados pelo Governo Federal”, lamenta Cardoso, acrescentando que o objetivo do presidente é minar a credibilidade dos produtores de notícias, para continuar disseminando informações de autofavorecimento.
Também participaram da entrevista de forma virtual, através de mensagens, o ex-prefeito Fernando Galvão, Sônia Paro, André Canevarollo e Rafael Cazoto. Para concluir sua participação no programa ‘Elas na RB’, Sarah Cardoso pediu a música ‘Tá escrito’, do Grupo Revelação.

Credibilidade – Em nome da Gazeta, diretora Sarah Cardoso é convidada das apresentadoras do ‘Elas na RB’ para debater informação e fake news. (Gazeta)

Publicado na edição 10.550 de 30 de janeiro a 2 de fevereiro de 2021.