Justamente na Universidade

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Um artigo publicado no Estadão A-3 em 22-4-2018 não sai da minha cabeça. É de autoria de Carlos Maurício Ardissone, mestre em Ciências Sociais da PUC do Rio de Janeiro. Nesse artigo, o professor se queixa do patrulhamento, que vem sofrendo de seus colegas de cátedra, por não compartilhar da cantilena marxista-gramsiana, defendida pela maioria de seus pares. Conta, que sofre constrangimentos de seus colegas, porque ousa questionar, no ambiente universitário, a falta de liberdade de pensamento na academia. É discriminado e acusado de reacionário porque proclama sua liberdade de pensamento, que o leva a defender princípios inteiramente contrários ao marxismo. Queixa-se, ter-se tornado alvo de risadinhas de escárnio, por admitir, que é liberal e contrário à doutrinação ideológica marxista dominante nas universidades públicas. Nesse ambiente repressivo, ele não se surpreende, que em pleno ano de 2018, elas ainda estejam oferecendo cursos sobre o “Golpe de 2016”, movimento legislativo legal, que afastou Dilma Roussef da direção do Governo Federal. Acusa a existência de verdadeira panfletagem nas universidades brasileiras, na defesa da Esquerda, com aparência de ciência, por professores militantes. Isto é, a militância é exercida, como atividade pedagógica, sem disfarce e sem peso na consciência. Espanta esse sectarismo, especialmente, porque está sendo exercido em uma Universidade. Universidade, como o nome já vem dizendo, deriva de Universo, cuja ideia sugere, que abriga todas as ideias, vindas de todas as partes do mundo, por mais diferentes elas sejam.

Assim, o articulista deplora da convicção, que os militantes se confinam, ao declarar saber a fórmula mágica da redenção da humanidade. Basta culpar o Capital, o Imperialismo americano e a burguesia. Esse canto de sereia costuma encantar a mente em evolução de seus alunos. Então, eles passam a admirar seus doutrinadores. Assombra, que esse quadro esteja ocorrendo nos dias de hoje, quando o Brasil acabou de sair de uma experiência marxista, em 14 anos de governos petistas, dentro da maior crise de todos os tempos. E no atual momento político, em que na Europa, já não existe mais nenhum governo socialista. Sequer na Rússia! Na China restou apenas um governo autoritário, já que a economia é livre e globalizada. E na América Latina, os países, que ainda se proclamam socialista, tais como a Venezuela, enfrentam o caos econômico e social. Resultado: parte de seus habitantes querem emigrar. Inclusive, para o estado mais pobre do Brasil, em busca de sobrevivência. Se satisfazem em ficar abrigados em pátios e, até em praças. Os professores de nossas universidades públicas defendem a Venezuela, escudados em altos salários. Outros intelectuais fazem essa defesa, sob os benefícios da Lei Rouanet, que lhes financia trabalhos e até casamentos. Fica fácil defender o marxismo nesse contexto.

Colaboração de: Antônio Carlos Álvares da Silva, advogado bebedourense.