Sensibilidade

0
95
Dando maior sentido à arte - 1 - Arte Moderna Frida Kahlo. Aluna: Maria Clara Brito. 2 - Tela ‘Moça com brinco de pérola, de Johannes Vermeer. Aluna: Isabella Tonnin. 3 - Tela ‘Garoto com banana, de José Almeida Júnior. Aluno: Samuel H. dos Santos Oliveira. 4 - Obra ‘Criança com gato, de Pierre Auguste Renoir. Aluna: Maria Clara Gonzaga. “A escola tem papel importantíssimo em preparar propostas significativas e que acrescentem à educação das crianças também de forma lúdica”, explica Rafa Moreira, o professor de arte. (Divulgação)

O professor de artes Rafa Moreira, em tempos de pandemia e, em consequência, sem aulas presenciais, idealizou um projeto para recriar a arte através de sua releitura, na Cemei Adelina Souza Lima. O resultado é surpreendente.

Sensibilidade 2
Seus alunos, com o apoio dos pais e familiares, se entregaram à atividade de incorporar o personagem de telas, retratos e obras famosas como Monalisa de Da Vinci, autorretrato de Van Gogh, cena de filme de Charles Chaplin, tela de Renoir, a arte de Frida Kahlo , para citar alguns. Sensacional a ideia de Rafa Moreira, merecedora de muitos aplausos. Parabéns aos pequenos artistas revelados.

 

Frase da semana:

“Partimos de uma tese que nos beneficie e buscamos evidências que a reforcem”

Átila Iamarino, doutor em Ciências pela USP.

 

Na telinha
O Repórter Eco deste domingo (21), da TV Cultura apresenta uma entrevista especial com o filósofo, escritor e educador Mario Sergio Cortella sobre o impacto da pandemia da Covid-19 e como este momento de crise pode ser uma oportunidade para a humanidade cuidar melhor do planeta e se unir por um futuro mais digno para todas as formas de vida.
“A ideia de crise é ser capaz de separar o que é danoso daquilo que não o é. Nesse sentido, se nós tivermos inteligência suficiente para não voltarmos a mesma tolice que é a degradação do lugar onde vivemos, do lugar onde vivem outras formas de vida , isto é, se nós formos capazes de diminuir e até extinguir o biocídio, o assassinato da vida nas suas múltiplas condições, sem dúvida nós teremos uma nova forma de agir”, explica Cortella.

Números que falam
Aumento de consumo de álcool e de hábitos não saudáveis, além de pioras em estados de ânimo e perda de rendimentos, especialmente entre os mais pobres, foram alguns dos dados amparados pela Pesquisa de Comportamentos ConVid, que divulgou relatório específico sobre o estado de São Paulo, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Unicamp e com a Universidade Federal de Minas Gerais, que teve por objetivo verificar como a pandemia afetou a vida dos brasileiros, levando em consideração que o isolamento social foi uma das principais recomendações para a proteção das pessoas.

Números que falam 2
A pesquisa foi realizada através de questionário via web, onde participaram, no estado de São Paulo, 11.863 pessoas, de diversos municípios, que responderam às perguntas entre os dias 24 de abril e 24 de maio de 2020.
Na totalidade da população, 55,3% das pessoas relataram diminuição da renda familiar e 6,3% ficaram sem rendimento.
As mulheres relataram problemas no estado de ânimo com maior frequência que os homens: 48,4% X 28,5%; e o percentual que se sentiu ansioso/nervoso frequentemente foi 60,1%, entre as mulheres, e 40,6%, entre os homens.

Números que falam 3
Na totalidade da população, 18,4% relatou aumento no uso de bebidas alcoólicas durante a pandemia e esse percentual foi mais elevado nas pessoas com 30 a 39 anos (27,4%) e com nível de escolaridade superior (26,7%). O crescimento do consumo de álcool foi 2 vezes maior em quem relatou se sentir sempre triste ou deprimido e mais de 3 vezes superior nos que se sentiram sempre ansiosos durante a pandemia
No total da população, 15,7% são fumantes e 28% deles aumentaram o número de cigarros fumados por dia.

Números que falam 4
O consumo de alimentos saudáveis diminuiu durante a epidemia. Por outro lado, o percentual de consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou.
O percentual de indivíduos ativos, ou seja, que praticavam pelo menos 150 minutos de atividades físicas semanais, era 30,5% antes da pandemia, caindo para 14,2% durante a pandemia.
Por outro lado, o hábito de assistir televisão por três horas ou mais aumentou de 21% para 52% na população total do estado de São Paulo.

 

Publicado na edição nº 10494, de 20 a 23 de junho de 2020.